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Eleições em Angola: Comunicação Social favorece partido no poder, diz Sindicato de Jornalistas 11 Agosto 2017

Entrevistado pela rádio alemã ’Deutsche Welle África’, o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, apontou que, no que diz respeito aos órgãos estatais de comunicação, apenas o ’Jornal de Angola’ tem tido um desempenho exemplar na cobertura da campanha eleitoral para as eleições gerais deste mês.

Eleições em Angola: Comunicação Social favorece partido no poder, diz Sindicato de Jornalistas

“A Rádio Nacional de Angola e a Televisão Pública de Angola são os órgãos que não respeitam o tratamento igual”, disse esta quarta-feira. Embora os partidos disponham de tempo de antena na Televisão e Rádio Nacional, de 10 e cinco minutos, respetivamente, o partido no poder ocupa 85% do tempo disponível nos diversos órgãos públicos, conclui o secreário-geral da SJA.

“Esses órgãos têm espaços de análise de campanha eleitoral para os quais convidam maioritariamente pessoas com tendência favorável para o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola]”, partido no poder.

Imprensa privada também é parcial

A televisão privada Zimbo, diz T. Cândido, “não está a ser equilibrada nos seus principais espaços noticiosos”, declara Teixeira Cândido. “Os seus programas de análise também não são equilibrados” pois têm convidado mais as “pessoas com tendências pró-MPLA" em detrimento de outros partidos.”

Teixeira Cândido aponta ainda que a Rádio Despertar também obteve uma avaliação negativa no relatório do sindicato, por dedicar mais tempo ao maior partido da oposição, UNITA nos seus principais espaços noticiosos. “Está um fosso enorme favoravelmente ao partido UNITA, por exemplo, comparando com outros partidos”, defende o secretário-geral.

Órgãos imparciais versus “Despertar” pró-UNITA

“O Novo Jornal está muito equilibrado, felizmente”, diz o relatório da SJA, que elogia também a Rádio Ecclesia como mais um modelo de equilíbrio. E se aponta a rádio LAC que “está equilibrada nos serviços noticiosos”, não esquece que a mesma “tem um programa de análise para o qual convida maioritariamente pessoas com tendências favoráveis ao MPLA”, conclui o secretário-geral do SJA.

Este desequilíbrio de tratamento é confirmado também pelo primeiro relatório da recém-criada ’Handeka’, ONG que está a observar a cobertura eleitoral e conta com um grupo de voluntários do projeto “Jiku”.

A ONG Handeka chega à mesma conclusão que o SJA: quase 85% do tempo dedicado pelas televisões e rádios do país, desde 23 de julho – data do arranque da campanha –, foi ocupado pelo MPLA.

Fontes: DW Africa.

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