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Emigrante português em França com doença psiquiátrica abatido pela polícia 24 Agosto 2017

“Luís”, de 48 anos, sofria de distúrbios mentais e, como residente de Châlette-sur-Loing, era conhecido da polícia de Montargis. Na tarde de sábado, 19, quando fez ameaças no centro da cidade foi perseguido 2,5 km até casa, onde acabou cercado e abatido com vários disparos da polícia.

Emigrante português em França com doença psiquiátrica abatido pela polícia

O indivíduo de 48 anos, era conhecido da esquadra de Montargis, a pouco mais de 120 quilómetros de Paris. Sabiam que tomava medicação para problemas psiquiátricos, vivia com a mãe e não tinha antecedentes criminais, de acordo com o Ministério Público da comuna de Montargis.

Na tarde de sábado, uma patrulha de três agentes policiais foi acionada para o centro da cidade por transeuntes que viram "Luís" a ameaçar outro homem com uma faca. A polícia seguiu-o até à morada onde se encontrava sozinho porque a mãe estava de férias em Portugal.

Ameaças

Quando os polícias chegaram, o emigrante português trancou-se no carro e, ainda segundo a mesma fonte, exibiu a faca e ameaçou matá-los e “colocar bombas em toda a cidade”.

Numa gravação vídeo feita por um vizinho e divulgada na página do France Bleu, vê-se a chegada de reforços, os agentes a cercarem o veículo para impedir o homem de fugir e a baterem no vidro lateral e no para-brisas.

Apesar de haver dois veículos policiais a barrar-lhe a saída à retaguarda, Luís faz marcha-atrás, embate neles, depois avança e consegue sair do estacionamento, altura em que os polícias começam a disparar sobre a viatura, que avança alguns metros e acaba por deter-se num relvado próximo de um supermercado, crivada de balas. O emigrante português morreu no local.

“É uma família portuguesa, envolvida na vida associativa da comunidade de Châlette-sur-Loing”, disse ao France Bleu o presidente da câmara, Franck Demaumont, que esteve no local no sábado à noite.

Sob investigação

Segundo a agência noticiosa portuguesa Lusa, contactado o Ministério Público de França apurou-se que o caso está sob investigação, iniciada no domingo de manhã e com duração prevista de uma semana, a fim de determinar se o argumento de legítima defesa pode ser invocado pela polícia e se a resposta foi proporcional à ameaça.

Seguindo o procedimento regulamentar habitual sempre que um polícia faz uso da sua arma de fogo, a Inspeção-Geral da Polícia Nacional francesa (IGPN), conhecida como “a polícia das polícias”, deslocou-se de Rennes para Châlette-sur-Loing.

Os investigadores da IGPN estão a ouvir agentes e várias testemunhas do episódio.

Fontes: Le Figaro, France Bleu e Lusa.

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