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Emigrantes em França revoltados com demora na emissão de passaporte 23 Abril 2015

Vários cidadãos cabo-verdianos residentes há vários anos em França dizem-se indignados com a demora na emissão de passaportes. Depois de fazerem os pedidos têm de esperar entre oito meses e 2 anos para receber o documento na Embaixada de Cabo Verde em Paris. Apelam, por isso, a uma solução rápida para este problema porque sem o passaporte muitos ficam em situação de ilegalidade.

Emigrantes em França revoltados com demora na emissão de passaporte

Necas Martins, porta-voz dos emigrantes em França, revela que, além dos crioulos que vivem naquele país, o problema de falta de passaportes é enfrentado também pelos cabo-verdianos que residem em Portugal.

“Recorremos aos serviços da Embaixada para pedir o passaporte, mas estão a demorar muito para emitir os documentos. Antes esperávamos no máximo dois meses e agora a espera pode ser de oito meses a dois anos", conta Martins caracterizando esta situação de vergonhosa e crítica.

Esta demora tem levado alguns cabo-verdianos ao desespero porque sem o passaporte ficam ilegais: "Para ter a residência temos que ter o passaporte. Estamos de mãos atadas e não sabemos o que fazer porque sempre que os cabo-verdianos procuram a embaixada dizem que o atraso na emissão de passaportes se deve a um problema electrónico”, assevera Martins, apelando às entidades cabo-verdianas e ao Ministério das Comunidades para resolverem o problema.

“Não entendemos o porquê desta situação. Na altura das eleições temos um serviço de emissão de passaporte que dura de dois a três meses, mas após as eleições o prazo estende-se. Alguma coisa está errada e queremos respostas plausíveis, porque já não acreditamos na desculpa do problema electrónico, que dura há vários anos. E as nossas embaixadas muitas vezes não estão à altura de nos dar respostas para os nossos problemas", pontua.

Em contacto com o director dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, o Intendente Emanuel Estaline Moreno, o asemanaonline apurou que antigamente as Embaixadas acumulavam os pedidos e quando chegavam a Cabo Verde os passaportes tinham que ser emitidos de acordo com a ordem de chegada.

“Este ano, realmente enfrentamos constrangimentos na entrega de passaportes por causa de um problema electrónico, que já foi resolvido", frisa Moreno.

LS

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