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Emigrantes em férias indignados com TACV 22 Outubro 2015

Um grupo de emigrantes cabo-verdianos, que estão no país de férias, reclama dos serviços de “má qualidade” prestados pela transportadora aérea cabo-verdiana nos últimos dias. Muitos que estavam para viajar na última sexta-feira, 16, ficaram angustiados, depois de verem cancelados todos os voos domésticos e internacionais que estavam agendados para esse dia. Garantem que tiveram prejuízos avultosos e transtornos emocionais por não saberem o que fazer.

   Emigrantes em férias indignados com TACV

“Isto é um absurdo e mostra claramente a incompetência na gestão e administração de uma empresa de referência nacional e internacional. Se medidas não forem tomadas para travar a má prestação de serviços, a TACV corre o risco de fechar as portas e mandar milhares de pessoas para o desemprego. Aliás, eu continuo a gozar as férias e visitar os familiares em Cabo Verde por questões de amor à terra, mas vou acautelando desde logo, que muitos conterrâneos deixarão de vir nessas circunstâncias”, disse António Júnior, natural da ilha do Fogo, emigrante há trinta anos nos EUA que veio gozar as férias na sua ilha natal.

Lilica Silva é outra emigrante da ilha do Fogo nos EUA que veio de férias e, desta feita, apanhou um susto quando viu que tinha de ficar retida na cidade da Praia enquanto a sua bagagem ainda continua no Fogo.

“Eu estou sem roupas, tive que recorrer às lojas chinesas para comprar vestuário e produtos de higiene. Somos quatro familiares, incluindo uma criança de três anos, quisemos passear quatro dias a conhecer as maravilhas da Boa Vista, mas infelizmente tal não aconteceu. O pior é que tivemos um prejuízo superior a 150 mil escudos proveniente do pagamento dos bilhetes de viagens e da ocupação de um dos hotéis. Infelizmente ninguém nos deu cavaco sobre esses transtornos, mormente sobre o reembolso das nossas despesas”, desabafa.

De notar que a maioria dos emigrantes de regresso vêm sobretudo para visitar familiares, participar em festas tradicionais, investir em obras próprias e realizar investimentos em diversos sectores económicos no país natal.

Recorde-se que a Transportadora Aérea de Cabo Verde teve de pagar a estadia de passageiros em hotéis, além de que, segundo as informações recolhidas, também tinha dívidas de largos milhares de contos para com a empresa proprietária do software Jeppesen, que é responsável pelos planos de voo domésticos.

Celso Lobo

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