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Encarregados de educação sem dinheiro para compra de kits escolar 07 Setembro 2016

O novo ano lectivo arranca a 19 de Setembro com cerca de 130 mil alunos. Pais e encarregados de educação já se preparam para comprar os kits escolares. A afluência nas livrarias nas cidades da Praia, Mindelo e outros municípios ainda é tímida, com tendência a aumentar na próxima semana. As despesas com os materiais escolares representam uma preocupação para os pais e encarregados de educação. O cenário é ainda mais complicado quando se trata de famílias com fraco rendimento. Alguns encarregados de educação, contactados pelo asemanaonline, acreditam que a cada início do ano lectivo a compra de materiais escolares “é o que mais lhes preocupa”.

Encarregados de educação sem dinheiro para compra de kits escolar

As férias ainda não terminaram, mas os pais e encarregados de educação já iniciaram a tradicional peregrinação às livrarias. Comprar material escolar para os filhos costuma ser um peso para os responsáveis pela educação dos filhos porque as despesas muitas vezes podem significar um rombo no orçamento familiar.

Enquanto alguns com mais posses correm contra o tempo para garantir o melhor material para agradar os filhos, conforme as suas escolhas, outros nem sempre conseguem adquirir materiais pelos preços da promoção porque falta-lhes dinheiros para aproveitar esta oportunidade. E a situação fica mais complicado a medida em que se aproxima o arranque das aulas.

Ambrosina Gonçalves é uma mãe, que diz estar desempregada e de mãos atadas. Não sabe por onde recorrer para conseguir recursos para comprar os materiais escolares de que o filho precisa. “O meu filho vai frequentar o 7º ano. Nunca repetiu o ano. Pediu uma mochila de “Ben10”, o problema é que nem tenho dinheiro para os materiais, quanto mais para comprar uma bolsa destas”.

Dina Silveira, vendedeira ambulante residente na zona de Achadinha, é mãe de três filhos estudantes. Afirma que está numa situação de desespero porque o pouco que ganha do seu “balaio” não é suficiente para sustentar os filhos, muito menos para adquirir os materiais escolares. A sua única esperança é a irmã, que prometeu ajudar-lhe com as despesas. Contudo nada garante que os filhos venham a iniciar as aulas com todos os materiais necessários.

“Este ano os livros estão mais caros, perguntei pelo preço dos manuais do 5º ano de escolaridade e não acreditei na resposta. Não sei onde vou arranjar todo esse dinheiro. Tenho dois filhos a estudar e as coisas não estão nada fáceis”, reforça Emília Semedo, uma encarregada de educação ouvida por asemanaonline.

Gabriel Borges também diz que os custos dos manuais são elevados. Só para o filho que irá frequentar o 5º ano, diz ter gasto só em livros cerca de mil e cem escudos. Para o outro filho, que vai estudar 8º ano, tem até agora apenas um livro. “Não tenho alternativa. Os livros, para além de caros, não aparecem com frequência, obrigando os pais priorizá-los em relação a outros compromissos”.

Por isso, segundo Borges, resta-lhe adquirir o material básico e optar por comprar apenas alguns livros para depois tentar conseguir o resto, isto porque “não há dinheiro que chegue”i.

CLS

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