ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Entrada da Guiné Equatorial marca Cimeira da CPLP hoje em Dili 23 Julho 2014

Arranca esta quarta-feira, 23, em Dili, a Xª Cimeira de Chefes de Estados e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O certame deverá ficar marcado pela entrada da Guiné Equatorial nesta comunidade lusófona, pela passagem da presidência rotativa da organização de Moçambique para Timor Leste e pelo regresso da Guiné Bissau à organização, suspensa na sequência do golpe de Estado de 2012.

Entrada da Guiné Equatorial marca Cimeira da CPLP hoje em Dili

Apesar da polémica, esta antiga colónia espanhola vai mesmo entrar para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Este será, sem dúvida, um dos principais momentos da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, sob o lema “A CPLP e a Globalização”. Uma confirmação que foi entretanto antecedida de muito debate, movimentações e assinatura de acordos.

Todas as decisões que vão ser tomadas na cimeira foram revistas esta terça-feira. O presidente Taur Matan RuaK encontrou-se com os seus homólogos de São Tomé, Manuel Pinto da Costa, e Portugal, Anibal Cavaco Silva, mas o teor das conversas não foi revelado. Várias acordos foram assinados antecipadamente, entre os quais um entre Cabo Verde e Timor para isenção de vistos. Outro evento importante foi a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros desta comunidade, realizada na terça-feira.

A reunião dos chefes de Estado tem em agenda a cooperação económica, mas o ponto alto e polémico é a adesão da Guiné-Equatorial à organização. O primeiro Chefe de Estado a chegar a Dili foi Teodoro Obiang, da Guiné-Equatorial. O secretário-executivo da CPLP Murade Murargy justificou a entrada da Guiné-Equatorial na comunidade como sendo “uma forma de ajudar o país a ultrapassar os problemas que enfrenta”.

Por ser um país que não fala português e não comungar os valores da liberdade e da democracia, os ministros dos Negócios Estrangeiros recomendaram, em Fevereiro em Maputo, a adesão da Guiné-Equatorial à organização depois de suspender a pena de morte.

De recordar que 13 personalidades dos oito países lusófonos rubricaram em 2010 uma carta em que se manifestam contra a entrada do país na CPLP por ser “um precedente inaceitável” e levar à “grave descredibilização” da comunidade. Assinaram a carta, entre outros, o então bispo das Forças Armadas de Portugal, D. Januário Ferreira, o bispo timorense de Baucau, D. Basílio do Nascimento, o escritor moçambicano Mia Couto, o ensaísta português Eduardo Lourenço, o Frei Carlos Alberto Libânio, o músico brasileiro Chico Buarque, a ensaísta são-tomense Inocência Mata, o nacionalista angolano Justino de Andrade e o cantor guineense Manecas Costa.

Segurança

Mil e 300 polícias e militares foram destacados para garantir a segurança na cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, segundo o secretário de Estado da Segurança timorense, Francisco Guterres. Para esta quarta-feira, 22, e amanhã, quinta-feira, o transito será desviado e haverá cortes nas vias, mas as estradas junto ao local onde vai decorrer a cimeira, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, não estará totalmente encerrada.

Francisco Guterres garantiu ainda que vão ser destacadas patrulhas da polícia a pé e alguns elementos vão estar nos bairros. "Pedimos que os timorenses participem e ajudem na segurança. Este é um grande evento para Timor-Leste e durante a luta pela independência os países da CPLP ajudaram-nos muito", salientou, acrescentando que é também uma oportunidade de mostrar que o país consegue organizar grandes eventos.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau