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Época de desova das tartarugas: Cerca de 100 fêmeas já foram mortas este ano 12 Setembro 2016

Cerca de 100 tartarugas já foram capturadas este ano. É segundo o director Nacional do Ambiente (DNA), Alexandre Rodrigues, um número preocupante porque a época de desova ainda vai a meio e as apanhas já estão quase a atingir o número das tartarugas mortas no ano passado - foram 177.

Época de desova das tartarugas: Cerca de 100 fêmeas já foram mortas este ano

O trabalho de sensibilização para a protecção e conservação das tartarugas e do meio ambiente em geral é um processo muito complexo e materializa-se, no entender do director Nacional do Ambiente, Alexandre Rodrigues, com a passagem de testemunhos às gerações futuras.

Nesse sentido, a aposta da Direcção Nacional do Ambiente é na sensibilização, através das escolas e comunidades locais, com foco especial nas Áreas Protegidas. Para isso, a instituição está a fazer igualmente uma revisão do quadro legal sobre a apanha e consumo da carne das tartarugas no sentido de analisar a repressão para quem infrinja a lei. Porém é da opinião que a sensibilização é o factor chave.

Questionado sobre a necessidade de um quadro legal mais punitivo para quem apanhe ou consuma a carne/derivados das tartarugas, Rodrigues reforçou que o caminho certo não é a punir, mas sim diminuir as fragilidades na fiscalização.

Alexandre Rodrigues fez estas declarações esta terça-feira, 06, na cidade da Praia, no acto da socialização de uma parceria entre a DNA e uma das operadoras de telecomunicação em Cabo Verde. O objectivo da iniciativa é aumentar a sensibilização aos cabo-verdianos, através de campanhas a passar nos próximos dias nas televisões, rádios e nos jornais online. Esta é uma iniciativa louvável, de acordo com Rodrigues, que aproveita para apelar a um maior engajamento tanto das demais instituições do país, como da sociedade civil.

A época da desova das tartarugas inicia-se em julho e estende-se até outubro. De realçar porém que, para os números oficiais, só são contabilizadas as apanhas comprovadas com os rastos dos animais nas praias ou, na melhor das hipóteses, quando se encontra carcaças. Mas as Organizações não-Governamentais têm alertado para o crescente uso de métodos que acabam por ludibriar as autoridades na identificação deste crime.

Por isso, as cerca de 100 apanhas oficialmente contabilizadas pela Direcção Nacional do Ambiente poderão estar muito aquém dos números reais.

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