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Escândalo com o negócio da viatura em São Miguel: Eleitos locais da oposição repudiam compra do BMW e aconselham edil Herménio Fernandes a se “desfazer” do negócio 24 Agosto 2017

Está a ser considerado um escândalo o caso da compra da viatura de luxo pela Câmara de S. Miguel. O dossier conhece novos desenvolvimentos com a bancada do PAICV na Assembleia Municipal a aconselhar, hoje, o edil local, Herménio Fernandes, para “desfazer” do negócio da compra de um BMW que já consumou, exigindo também uma tomada de posição do primeiro-ministro, por considerarem ser um alegado um acto de “pura corrupção” na gestão camarária.

Escândalo com o  negócio da viatura em São Miguel: Eleitos locais da oposição  repudiam compra do BMW e aconselham edil Herménio Fernandes a se “desfazer” do negócio

Em conferência de imprensa, o líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, Alcides Furtado, repudiou, esta quarta-feira, a compra da viatura de marca BMW, pelo presidente da Câmara Municipal, Herménio Fernandes, por se tratar de “um carro de luxo”.

Para o PAICV (oposição) citada pela Inforpress, São Miguel enfrenta grandes problemas a nível de abastecimento de água, estradas de penetração, habitação social, actividades geradoras de rendimento, bem como a educação, formação de crianças e jovens, sem esquecer o desemprego e o saneamento, pelo que “comprar um carro de luxo está longe de ser prioridade”, enfatiza.

Alcides Furtado nega ainda que a bancada do PAICV tenha autorizado a Câmara Municipal a comprar um BMW, pois, segundo explicou, na proposta de alienação de viaturas apresentada com vista à aquisição de novas viaturas pelo edil, este informara que iria comprar um “automóvel normal”.

“A gestão de Herménio Fernandes tem estado mergulhada em várias acções que demonstram indícios de corrupção. A compra agora de um BMW top de gama, enquanto as famílias passam por necessidades, é um desses indícios”, afirmou o líder da bancada do PAICV.

Entretanto, o PAICV apontou ainda como elementos que reforçam, uma vez mais a sua tese de corrupção, o facto de o edil se ter recusado a morar na residência oficial do presidente da Câmara Municipal, e optar por receber mensalmente um subsídio de renda de casa no valor de 70 mil escudos, que durante quatro anos chegam aos 3.360 contos.

“Só em subsídios de renda este está a roubar mensalmente ao concelho quase sete salários mínimos. É muito dinheiro para um político que ganha um salário base de 136 mil escudos, mais 20.400 escudos de subsídio de representação, mais 13.600 escudos de subsídio de comunicação”, elencou.

Na ocasião, a bancada do PAICV voltou a criticar o facto de Herménio Fernandes ter profissionalizado todos os vereadores e, de seguida, ter criado uma deliberação que lhe atribui 19 competências, “ficando os vereadores esvaziados de competências”, da mesma forma que criticam a demora na apresentação do resultado de um concurso externo de recrutamento de técnicos para a Câmara Municipal.

Diante de tudo isto, a bancada do PAICV pede a intervenção das autoridades públicas, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal de Contas, a Inspecção Geral de Finanças, no sentido de se investigar os actos do edil, por considerarem ser “lesivas ao interesse público e desrespeitosas às leias da República”. C/ Inforpress

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