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Mandado de prisão europeu: Espanha pede a Bélgica que lhe entregue Puigdemont 05 Novembro 2017

Puigdemont e o seu gabinete estão sob um mandado de prisão europeu, desde esta sexta-feira, 3. Uma juíza dirigiu à Bélgica o pedido para que o destituído presidente catalão Carles Puigdemont e quatro dos principais membros do seu gabinete sejam entregues à justiça espanhola.

Mandado de prisão europeu: Espanha pede a Bélgica que lhe entregue Puigdemont

O mandado emitido pela juíza Carmen Lamela enumera os “crimes de rebelião, sedição, desvio de fundos públicos e desobediência à autoridade”.

O advogado de Puigdemont na Bélgica já disse que o seu cliente vai permanecer longe de Espanha enquanto perdurar o risco de ser preso, mas que o presidente destituído poderia cooperar com a Justiça da Espanha por videoconferência. Lamela rejeitou o pedido.

Mais cedo nesta sexta, 3, Puigdemont já declarara que estava pronto para disputar as eleições de 21 de dezembro, convocadas pelo governo espanhol após intervir na Catalunha. No entanto, com o mandado de prisão Puigdemont fica proibido de concorrer.

Prisão de 8 ministros de Puigdemont evita embaraçoso debate

Na véspera, quinta-feira, 2, oito membros do governo destituído, entre eles o vice-presidente Oriol Junqueras, entregaram-se à justiça espanhola.

O debate tenso — sobre as responsabilidades pelo descarrilar da República Catalana’, que já ameaçava o futuro da causa entre diversos os grupos independentistas — de repente mudou de tom. Agora o debate centra-se numa só expressão “Llibertat!” (Liberdade!) para os oito presos.

“Llibertat!”(Liberdade!) passou a ser a palavra de ordem das manifestações que desde quinta-feira à noite voltaram às ruas da Catalunha. Multidões gritaram o slogan em frente aos Paços do Concelho das principais cidades catalãs. Multidões voltarão a pedir “Llibertat!” por ocasião da greve geral da próxima semana, convocada para o dia 9.

Uma grande manifestação está convocada para o domingo, 12, organizada pelas duas principais associações independentistas, a ‘Assemblea Nacional Catalana’ (ANC) e a ‘Omnium Cultural’.

A roda da máquina independentista volta a rodar. E nesta sexta-feira, o ex-vice-presidente do governo catalão, Oriol Junqueras, detido na véspera, garante que “o objeto da luta não é a bandeira, mas sim a democracia, a possibilidade de se ouvir a voz dos cidadãos”. Fontes: El País, Le monde, Deutsche Welle.

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