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Estado Islâmico reivindica tiroteio que fez pelo menos 58 mortos e 515 feridos em Las Vegas 03 Outubro 2017

Atirador era um contabilista reformado, de 64 anos, que se suicidou. FBI não confirma ligações ao terrorismo internacional. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o tiroteio em Las Vegas que fez pelo menos 58 mortos e 515 feridos na madrugada de segunda-feira. "O ataque de Las Vegas foi feito por um soldado do Estado Islâmico em resposta ao pedido para atacar países da coligação", dizia o comunicado divulgado pela Amaq, a agência de propaganda do Estado Islâmico.

Estado Islâmico reivindica tiroteio que fez pelo menos 58 mortos e 515 feridos em Las Vegas

"O atacante de Las Vegas converteu-se ao islamismo há poucos meses", continuava a mensagem, citada pela agência Reuters.

Até ao momento, as autoridades frisam que nada sabem sobre as motivações do autor do tiroteio e Lombardo referiu mesmo que ainda não tem dados que lhe permitam classificar o ataque como terrorista.

Também o FBI afirma que não foi encontrada nenhuma ligação entre o tiroteio e qualquer organização terrorista internacional.

"Foi um ato de pura maldade", disse Trump, que falou esta segunda-feira aos americanos a partir da Casa Branca, na sequência do tiroteio, considerado o mais grave na história moderna dos EUA. "O FBI e o Departamento de Segurança Interna estão a trabalhar com as autoridades locais para auxiliar na investigação e eles fornecerão atualizações", continuou o presidente, que agradeceu às autoridades e aos serviços de emergência, os primeiros a responder. "Em momentos de tragédia e horror, os americanos juntam-se e tornam-se um. Sempre foi assim".

Trump acrescentou ainda que a "unidade" dos EUA não poderá ser quebrada pelo "mal" e revelou que irá visitar Las Vegas na próxima quarta-feira. "Sei que estamos à procura de algum tipo de significado no caos, alguma luz na escuridão. As respostas não vêm com facilidade", admitiu, concluindo a declaração depois de pedir a Deus que abençoasse as almas das vidas que se perderam e que desse força às famílias enlutadas. "Deus abençoe a América", repetiu, antes de terminar.

O suspeito, Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo durante um concerto ao ar livre a partir de um quarto no 32.º andar do Mandalay Bay Hotel e ter-se-á suicidado quando percebeu que estava cercado pela polícia. As autoridades conseguiram localizá-lo porque os disparos, persistentes e rápidos, fizeram disparar o detetor de incêndios do quarto em que se encontrava.

O hotel anunciou já na tarde desta segunda-feira que os hóspedes estavam autorizados a regressar aos quartos.

Paddock, um contabilista reformado, estava hospedado naquele quarto do Mandalay Bay desde o dia 28 de setembro e tinha com ele cerca de 10 armas automáticas. Vivia na cidade de Mesquite, no estado de Nevada, a mais de 70 quilómetros de Las Vegas. Comprara uma casa nesta cidade - com cerca de 18 mil habitantes - em janeiro de 2015, segundo o Las Vegas Review Journal.

Não temos ideia de quais eram as suas crenças", disse o xerife Joe Lombardo. Fontes do governo afirmaram à Reuters que o nome de Paddock não constava em nenhuma lista de suspeitos de terrorismo e que não há provas de uma possível ligação entre o homem e o terrorismo islâmico.

O irmão do atirador disse que Stephen era um homem normal, sem problemas de saúde ou dinheiro que vivia uma vida calma de reformado. "Não temos ideia de como isto aconteceu. É como se um asteroide tivesse caído em cima da nossa família", disse Eric Paddock. O homem diz ainda que falou com o irmão pela última vez quando o furacão Irma chegou aos Estados Unidos, em agosto. Stephen queria saber como estava a mãe.

"Ele não tem treino militar nem nada disso. É só um homem que vive numa casa em Mesquite e ia jogar a Las Vegas, resumiu o irmão.

C/Diario de Noticias

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