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Estado da Nação: Primeiro-ministro alerta que Cabo Verde enfrenta importantes desafios 28 Julho 2017

O Primeiro-ministro defendeu, hoje (28), na sua comunicação relativa ao debate sobre o estado da Nação, que Cabo Verde enfrenta importantes desafios. Ulisses Correia e Silva fundamenta que não actuar sobre eles para colocar o país numa situação de sustentabilidade, é contribuir para perenizar a insustentabilidade com efeitos gravosos para as gerações atuais e futuras.

Estado da Nação: Primeiro-ministro alerta que Cabo Verde enfrenta importantes desafios

Para o PM, fazer mais do mesmo, é aprofundar ainda a mais os problemas estruturais que o país enfrenta há várias décadas. «Apesar de todos os ganhos, apesar de todas as referências positivas dos relatórios das agências internacionais, Cabo Verde mantém um perfil de extrema vulnerabilidade, tendo: (1) uma economia dependente da ajuda pública ao desenvolvimento e das remessas dos emigrantes, designadamente para assegurar os equilíbrios interno e externo; (2) uma economia frágil face aos choques externos, de natureza económica e ambiental; (3) uma economia fortemente dependente do turismo balnear de baixo valor acrescentado; (4) uma economia de baixo rendimento, com pronunciadas assimetrias na distribuição desse mesmo rendimento nas diversas ilhas; (5) elevado endividamento público, classificado como de alto risco; (6) um país com importantes vulnerabilidades em termos de segurança».

O PM diz que pode e quer garantir o desenvolvimento acelerado e sustentável de Cabo Verde. «Este é o grande desígnio nacional. Para tal, é preciso mudar o perfil da economia dependente de transferências externas para uma economia competitiva virada para a produção de bens e serviços transaccionáveis nas áreas de economia do mar, serviços financeiros, turismo e serviços especializados diversos, suportadas por uma forte aposta a nível da inovação e do desenvolvimento das ciências & Tecnologias».

Reforma económica e rupturas

Ulissses Correia e Silva garante que é nesse sentido que o seu governo está a trabalhar ao nível da política externa, de um novo projecto educativo, das reformas para melhorar o ambiente de negócios e reduzir os custos do contexto e das reformas visando o desenvolvimento regional. «Deixem-me ser claro. Temos um objetivo que é o de tornar a economia do país sustentável. Atingir esse objetivo exige reformas, exige rupturas e exige tempo de produção de efeitos. Não é a politiquice que está em causa. Não são as próximas eleições que nos move. É um futuro diferente do país que está em causa. É o trilhar dos caminhos que nos levam à sustentabilidade e ao desenvolvimento que nos move. Por isso, por mais que tentem criar um ambiente de ansiedade, como se o mandato fosse de um ano, não nos conseguirão desviar daquilo que deve ser feito: fazer o país entrar na rota do desenvolvimento sustentável. Vamos conseguir!», fundamenta o PM, para quem a primeira grande mudança é na nossa relação com a economia mundial globalizada.

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