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Estrangeiros choram a sorte de Chã das Caldeiras 05 Dezembro 2014

Os austríacos Klaus Zimmermann Gerda Frick, há alguns anos nutrem uma amizade profunda por Chã de Caldeiras, zona que escolherem para gozar as suas férias anuais e trabalhar em prol da comunidade.

Estrangeiros choram a sorte de Chã das Caldeiras

Todos anos, nos meses de Novembro e Dezembro, a Chã das Caldeiras é o recanto destes dois aventureiros apaixonados pela paisagem agreste que o vulcão esculpiu. Mas desta vez encontraram tristeza e desolação. Ainda estavam na Cidade da Praia quando souberam da erupção vulcânica. Não perderam tempo e rumaram à terra apaixonante porque sabiam que a Chã e as suas gentes precisavam da sua ajuda.

Os últimos dias foram de angústia, como confessam. "Apoiamos os moradores no transporte de seus pertences e trabalhamos para ajudar as autoridades, na preparação de alimentos e na lavagem da roupa”.

Klaus Zimmermann é fundador da Associação dos Amigos de Chã de Caldeiras, baptizada “Nôs ku Nhôs”. Incansavelmente, o austríaco trabalhou para remodelar, equipar e reabrir o posto sanitário da zona.

Um sonho que em 2011 se concretizou. Mas com a força da natureza ninguém brinca, o fim do posto Sanitário estava traçado - A fúria do vulcão foi bem forte e as torrentes de lava engoliram totalmente a USB na última terça-feira,2.
Ali, os dois amigos- Klaus Zimmermann Gerda Frick- presenciavam de pé a fúria da natureza destruindo a infra-estrutura aos bocados. Em prantos abanavam a cabeça estupefactos com o que se desenrolava a seus pés.

Mas como bem sabem “o mundo não pára aqui”. E é preciso reunir forças para reerguer, construir um novo amanhã. E é com esta convicção que regressam na próxima semana à Áustria, com objectivo de mobilizar apoios para a população de Chã das Caldeiras.

Nicolau Centeio

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