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Ex-director de campanha de Trump entrega-se às autoridades 31 Outubro 2017

O ex-diretor de campanha do presidente Donald Trump, Paul Manafort, entregou-se hoje,30, às autoridades judiciais norte-americanas. Em causa está a investigação relacionada com interferências da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

Ex-director de campanha de Trump entrega-se às autoridades

Rick Gates, sócio de Paul Manafort, também se irá entregar às autoridades, segundo a imprensa norte-americana. De acordo com a CNN, Manafort chegou às instalações do FBI, em Washington, esta manhã.

Um grande júri aprovou na sexta-feira, num tribunal de Washington, as primeiras acusações no âmbito da investigação sobre a alegada interferência russa nas eleições de 2016 nos EUA liderada pelo procurador especial Robert Mueller.

"Um grande júri federal de Washington DC aprovou na sexta-feira as primeiras acusações na investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller", escreveu a CNN na sua página de Internet, indicando que essas acusações não foram tornadas públicas por ordem de um juiz federal.

Segundo o DN, não foi claro quais são as acusações nem contra quem, mas segundo a estação de televisão, que cita fontes anónimas com conhecimento do caso, havia planos para que qualquer acusado pudesse ser detido a partir de hoje.

Mueller foi nomeado em maio do ano passado procurador especial para a investigação da alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de novembro do ano passado e para averiguar se houve algum tipo de coordenação entre a campanha do atual Presidente Trump e o Kremlin.

No âmbito da investigação do caso com a Rússia liderada por Mueller estão na mira, entre outros, o genro e assessor de Trump, Jared Kushner, o seu ex-diretor de campanha Paul Manafort e o seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn.

Além da equipa dirigida por Mueller, várias comissões do Congresso norte-americano estão a levar a cabo investigações paralelas.

Em finais de julho decorreram buscas na casa de Paul Manafort em Alexandria, no estado de Virginia, nas quais foram apreendidos vários documentos e outros materiais. Segundo informou então a Reuters, as buscas ocorreram sem aviso prévio e um dia depois de Manafort se ter reunido com o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado. Nesse encontro, terá falado sobre a reunião que teve com a advogada russa Natalia Veselnitskaya em junho do ano passado.

Manafort foi uma das pessoas que esteve na reunião de Trump Jr. com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, que alegadamente teria informações que podiam comprometer a candidata presidencial democrata Hillary Clinton. Manafort foi à reunião com o genro e com o filho de Trump.

Paul Manafort começou a trabalhar para Trump em março do ano passado, enquanto o empresário era ainda candidato à presidência dos Estados Unidos, e demitiu-se em agosto.

A demissão esteve envolvida em polémica, já que Manafort abandonou a campanha após surgirem relatos de que terá trabalhado secretamente para interesses russos no passado.

C/Diário de Noticias

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