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FAO: 37 países precisam de ajuda alimentar urgente 12 Junho 2017

Um total de 37 países do mundo precisa de ajuda internacional urgente para obter alimentos necessários para a respectiva população. Estes dados constam do mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), divulgado na última sexta-feira.

FAO: 37 países precisam de ajuda alimentar urgente

Conforme o documento, a maioria de 28 nações é da África, estando na linha de frente como os mais necessitados de ajuda alimentar a República de Moçambique, a Etiópia, a Quénia, o Mali e a Nigéria. Constam da mesma lista outros países como Afeganistão, Coreia do Norte, Síria e Iémen, onde 17 milhões de pessoas precisam de assistência para comer.

Conflitos e clima

Referindo-se às causas do problema, o documento aponta que conflitos civis continuam sendo o principal fator da insegurança alimentar mundial, colocando populações em risco de fome, com destaque para as da Sudão do Sul. Já na Somália, a dificuldade de obter alimentos está associada a mudança extrema do clima.

África mais afectada

"Nós estamos trabalhando especialmente na África, porque é aí onde se concentra a crise maior da insegurança alimentar do mundo. A faz está fazendo, junto com o PMA (Programa Mundial de Alimentos), trabalhando de uma forma complementar para ajudar os agricultores, os pastores, os pescadores dessas regiões. 80% da população atingida hoje nas áreas de conflito na África abrange as três categorias sócio-profissionais: agricultores, pastores e pescadores", informa o director da FAO, José Graziano da Silva.

5,5 milhões sem alimentos no Sudão

Segundo a FAO, 5,5 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar severa no Sudão do Sul. Revela o relatório que a situação agrava com os preços do milho e da soja que estão quatro vezes mais altos do que existia em abril de 2016.

Mais cereais em América do Sul

Por outro lado, a produção mundial de cereais está atingindo, em algumas regiões, níveis recordes. A FAO destaca que Brasil e Argentina são os países da América do Sul que devem ter as maiores colheitas. No sul da África, a produção regional deve subir 45% em comparação com a de 2016, quando as plantações foram afetadas pelo fenómeno El Niño.

Preços e redução de insegurança

A FAO anuncia acreditar que a produção referida deverá ajudar a reduzir os níveis de insegurança alimentar no Lesoto, Maláui, Moçambique, Suazilândia e Zimbabué. Mas a agência lembra que os preços dos cereais no leste da África atingiram níveis excepcionalmente altos em maio último. Precisa a mesma instituição que o custo do milho subiu cerca de 65% em países como Quénia, Tanzânia e Uganda.

Lista dos 37 necessitados

Conforme o relatório da FAO, os 37 países que mais precisam de assistência externa são: Afeganistão, Burkina Fasso, Burundi, Camarões, Chade, Congo, Coreia do Norte, Dibouti, Eritreia, Etiópia, Guiné, Haiti, Iémen, Iraque, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagáscar, Maláui, Mali, Mauritânia, Moçambique, Mianmar, Níger, Nigéria, Paquistão, Quénia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Suazilândia, Síria, Uganda e Zimbabué.

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