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FMI perspectiva crescimento de 3,5% para Cabo Verde 14 Outubro 2015

O Fundo Monetário Internacional (FMI) perspectiva que Cabo Verde terá um crescimento económico de 3,5% este ano e 3,7% no próximo ano. Estas previsões de crescimento são mais favoráveis a Cabo Verde do que aos chamados países avançados, que segundo estimativas do FMI terão taxas de 2% para 2015 e de 2,2% em 2016. Também as previsões relativas à inflação são favoráveis para Cabo Verde:1% em 2015 e 2,5% em 2016.

FMI perspectiva crescimento de 3,5% para Cabo Verde

As previsões do FMI ganham um outro significado neste ano de 2015, em que Cabo Verde esteve a braços com o desafio de fazer face à erupção vulcânica no Fogo que resultou em avultados danos e prejuízos, e logo a seguir a dois anos de forte seca, com as consequências que se conhece para a economia e a segurança alimentar no nosso país. “Estas previsões e a decisão do FMI em relação aos Pequenos Países Insulares (PEI)reconfortam-nos e dão-nos força para o que resta do mandato deste Governo, cientes de que as bases para um sustentável desenvolvimento estarão já lançadas”, congratula-se o executivo.

Entretanto, as previsões para os chamados países emergentes e os países em desenvolvimento, cuja média no período 2010-14 foi de 5,7%, decresceram em relação ao ano passado. De acordo com o FMI, a previsão para este grupo de países é de que vão crescer 4,0% em 2015 e 4,5% em 2016. Comparando, estes números mostram o razoável desempenho de Cabo Verde, que tem conseguido aguentar os choques desta longa crise internacional e tem, mais importante, mantido a tendência de crescimento, ainda que não a um ritmo mais acelerado como desejaríamos.

O documento do Fundo mostra ainda que as previsões de crescimento mundial em 2015 é de 3,3%, 0,3% abaixo de 2014. Entretanto, há sinais de que as economias mais avançadas podem estar a recuperar, ainda que de modo tímido. Já em relação aos países emergentes, regista-se alguma “desaceleração” pelo quinto ano consecutivo. Um fenómeno, que, de acordo com a reflexão do FMI, é motivado pelas perspectivas decrescentes de alguns dos maiores mercados emergentes e também pela crise que abala os países exportadores de petróleo.

FMI considera especificidades dos PEI

Nesta onda de comemorações, o Governo saúda a decisão do Fundo Monetário Internacional de considerar as especificidades dos Pequenos Países Insulares e os constrangimentos naturais ao seu desenvolvimento. Com isso, o FMI decidiu aumentar o acesso a fundos concessionais e não-concessionais aos que tenham sofrido ou venham a sofrer desastres naturais e “outros choques".

Diz o Governo liderado por José Maria Neves que esta é uma das suas bandeiras, pois que tem defendido uma discriminação positiva para com os países arquipelágicos como Cabo Verde, dadas as vulnerabilidades e desafios que enfrentam para o seu desenvolvimento. Mais uma vez isso aconteceu, no mais recente fórum internacional em que o PM cabo-verdiano participou, durante a sua última intervenção na 70ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo das Nações Unidas.

Outro aspecto positivo tem a ver com o maior esforço do FMI em prestar vigilância, assistência e treinamento aos PEI, como é realçado no referido documento. “Resta-nos esperar que o Fundo venha a seguir as recomendações de flexibilidade e atenção especial colocadas pelo ministro das Finanças do Brasil, Joaquim Levy, no sentido de assegurar respostas adequadas e atempadas a esse grupo de países, que inclui Cabo Verde, em caso de catástrofes naturais”, conclui.

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