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FOGO: Exame de ADN exclui pai acusado de engravidar a sua filha 30 Novembro 2017

O resultado de análise feita não deixa margens para dúvidas. O teste de paternidade realizado veio confirmar que afinal Luís Manuel Montrond, acusado de ter engravidado a filha, não é o pai da menina nascida em maio do ano passado. A decisão foi conhecida esta semana, após o despacho da Procuradoria da República da Comarca de São Filipe. Luís diz-se que “a justiça está feita e prova a minha inocência”. De referir que este caso, que chocou toda a sociedade foguense, repercutiu negativamente na carreira musical de Luís e seus filhos.

FOGO: Exame de ADN exclui pai acusado de engravidar a sua filha

Indira Andrade Montrond, atualmente com 22 anos, moveu uma queixa crime contra o seu o pai, acusando-o de crime de abuso sexual no ano de 2015. Nas suas declarações à Procuradoria, Indira afirmou que ela e o pai se envolveram sexualmente pela primeira vez quando tinha 15 anos de idade. Segundo a sua versão, mantiveram relações sexuais, várias vezes. Mas no mês de maio de 2015, em dia que não sabe precisar, estando a dormir em casa, acordou por volta da meia-noite, porque sentiu que alguém lhe passava as mãos pelas pernas e na barriga. Chamou a mãe e o irmão e depararam com arguido (pai) por baixo da cama dela.

Segundo o despacho do arquivamento do processo a que tivemos acesso, o pai também foi acusado de agressão física. Conforme a versão da queixosa, o pai pai ter -lhe-ia ameaçada de morte, no dia 28 de julho de 2015. Após essa data, passou a residir na casa de um familiar na localidade de Achada Furna (Santa Catarina). Dias depois, fez-se os exames e estava gravida. Esta afirmava e com certeza absoluta de que, Luís é o pai da criança que espera, pois que foi o único homem com quem relacionou sexualmente.

As testemunhas ouvidas não corroboram com as declarações da ofendida. Durante a investigação, o suspeito sempre negou o crime. Nascida a criança, procedeu-se ao exame de ADN, a fim de apurar se Luís é o pai biológico da mesma, mas o referido exame veio a concluir que o arguido deve ser excluído da paternidade da criança, filha da ofendida.

Sendo assim, a Procuradoria da Comarca de São Filipe entendeu que as declarações da ofendida não podem ser consideradas como credíveis para que pudesse incriminar o Luís Montrond. Face aos expostos, a Procuradoria determinou o arquivamento dos autos, deixando Luís livre das acusações da paternidade da criança.

“Finalmente a justiça foi feita e prova a minha inocência”

É com estas palavras que Luís Montrond reagiu ao resultado do ADN e ao despacho da Procuradoria. “Foi com amor e responsabilidades, que eduquei os meus filhos até agora ”, disse.

Recorde-se que, Montrond e seus filhos gravaram em 2014, a musica "Undi Do Ta Bai", que descreve o drama das gentes de Chã das caldeiras durante a erupção vulcânica. Participaram também no projeto musical “Unidos pa Djar Fogo”, idealizado e concretizado pelo músico, compositor e multi-instrumentista cabo-verdiano, Kim Alves.

Indira havia acusado o pai de agressão

Em 2014, Indira Andrade Montrond havia acusado o pai, Luís Montrond, de agressão e de tortura. Em declarações ao asemanaonline acusou o pai de agredi-la com um cabo de electricidade e com socos e pontapés.

Segundo contou a este diário digital, tudo aconteceu quando um amigo do pai foi a casa da vítima e do alegado agressor devolver um cesto que tinha levado emprestado. Quando o homem saiu da casa, Luís perguntou à filha se esta mantinha algum relacionamento com o amigo. Esta respondeu-lhe que não, mas o progenitor não acreditou. E foi pegar num fio de electricidade.

Conforme a mesma, não é a primeira vez que é espancada pelo pai. “Somos nove filhos, todos são vítimas. A nossa mãe é mais uma. Ela presencia os actos brutais do nosso pai, mas não faz nada com receio de uma represália”, desabafou em lágrimas.

Luís Montrond desmente as acusações

Passado todos esses anos, Luís veio a público, esclarecer os motivos que o fez agredir a filha. "Não foi por questão amorosa, mas sim pelas sucessivas desobediências", afirma.

Nicolau Centeio

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