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Fábula: Epidemia grassa, ministro vai de férias 17 Setembro 2017

Mensagem não-verbal que Sexa o Ministro da Saúde nos enviou: façam como eu, o país que vá de férias enquanto a mosquitada entra.

Fábula: Epidemia grassa, ministro vai de férias

A alternância no poder entre PO (Partido Ortodoxo) e PH (Partido Heterodoxo) é acompanhada também de uma sucessão de viagens. Gáudio para os promotores turísticos sem dúvida, mas o que ganha o país com isso?

A pergunta, que nunca foi levada ao fórum parlamentar (segundo a lógica ‘ta pita ta djuga’), liga-se à atual epidemia de paludismo que apresenta números que não se registam há três decénios.

O país está pois a braços com uma epidemia de malária sem precedentes nos últimos anos. Que faz o ministro da Saúde? Vai de férias.

Há uma segunda hipótese, claro: que Sexa o Ministro da Saúde tenha apresentado a demissão e se tenham esquecido de nos avisar.

E porque não há segunda sem terceira, falemos da mensagem não-verbal que Sexa o Ministro da Saúde nos enviou: façam como eu, o país que vá de férias enquanto a mosquitada entra.

Sem palavras que nesta selva de liderados sem perguntas se tornaram desnecessárias, membros do governo deixam a ilha mais atingida, deixam o país. Por razões que nem precisam de dizer pois que pretextos não faltam — e que nunca faltem.

Medidas preventivas

Maior imprevisibilidade está associada aos furacões, cujo poder de destruição tem vindo contudo a ser reduzido graças a medidas preventivas – após o Katrina, a resposta melhorou. Após o Harvey, o Irma não fez tantas vítimas.

É pois de esperar que os poderes públicos se preparem para as epidemias que periodicamente flagelam algumas populações. As indicações da Organização Mundial de Saúde vão nesse sentido: saneamento do meio direcionado para a desinfestação, mosquiteiros impregnados, setor da Saúde preparado para as ocorrências (autóctones e de importação).

Na cidade as zonas mais propensas estão identificadas. As pessoas sabem o que fazer, pois há gerações que se faz o combate. Mas algumas precisam que lhes lembrem o que fazer. Para isso, aí estão os meios de comunicação.

A selva da fábula de hoje só deve seguir as leis da natureza que a mão humana domina.

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