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“Fala demais”? A 5 mil km, mãe criativa afixa solução 29 Julho 2017

Fartou-se de tantos a darem palpites sobre o que só a si diz respeito? Levante a mão quem nunca ficou incomodado ao ouvir de fulano o que sicrano “anda a dizer sobre ti”. Estou a ver braços no ar!

Por: Francisca Serra

“Fala demais”? A 5 mil km, mãe criativa afixa solução

“Fofoca” – conhece? É a palavra que importámos do Brasil para qualificar um hábito que muitos de nós dizemos ser de meios pequenos, como a nossa ribeira ou rua. Mas este caso envolve um bairro da área metropolitana do Rio, com não sei quantos milhões de habitantes.

Pois é! Poucos escapam ao diz que diz, que brota por não sei quantas razões. Críticas por ninharias, só para botar conversa fora. Outras por genuíno interesse que os “faladores” têm na vida alheia, com ou sem maldade, e não sei quê.

Mas ninguém parece ter tido a ideia que teve a brasileira Patricia Monken Messias e que ela começou por transmitir através de folhetos, depois através de uma grande faixa que colocou na fachada da casa.

Foi o ato final de uma tragicomédia vivida por uma mãe, com dois filhos e muitos vizinhos que "falam demais". Como explicou ao "Estadão", a filha chorava muito e alguém chamou a polícia. Foi acionado o referido "conselho tutelar", que se ocupa de casos de maus-tratos a crianças.

Hoje com a filha adolescente, volta a reviver o drama com o segundo filho, ainda bebé. Porque chora ou porque o cabelo está crescido — e não se coibiram de lhe dizer, como contou ao Veja,com: “Dizem que é feio, que é coisa de menina, que eu tenho que cortar, que ele vai ser gay por causa do cabelo comprido". "Desde que (o meu filho) nasceu, (o cabelo) já tem destino certo. Lá para o final do ano, já vai estar pronto para doação. Vou cortar para doar a crianças que têm cancro", explicou esta funcionária da área da saúde.

Cansada, esta mãe soltou o grito nos social-media em protesto. “Aqui tem palpiteiro de todos os tipos, gente nova, gente velha, solteiros, casados. São 63 prédios com 20 apartamentos cada, cerca de 6 mil moradores. Consegue imaginar a quantidade de gente intrometida?”, disse quando ouvida pelos media tradicionais (O Dia, Estadão, Veja). Agora está nos noticiários aquém- e além-Atlântico.

Universal é afinal a questão: viperina ou não, a boa ou má língua terá começado com a serpente a soprar a tal dica aos nossos primeiros pais no Jardim do Éden.

Reproduzo para quem não conseguir ler a foto:

“Prezados vizinhos, às vezes parece que estou matando o meu filho, mas, na verdade, estou apenas colocando soro no nariz, cortando a unha ou limpando o ouvido do meu bebé.

Favor não ligar para o conselho tutelar.

Quando Deus disse: “Orai e vigiai”, ele se referia à sua própria vida e não às dos outros. Se quer se meter na minha vida, faça as coisas direito. Comece lavando as minhas calcinhas, pagando as minhas contas e resolvendo os meus problemas por mim.

Oferta especial. A cada 5 pacotes de fraldas G ou XG, ganhe o direito de dar um palpite na criação do meu filho. Obs: se o pacote for jumbo, são dois palpites. Ass. Patricia Monkem”

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