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Festival Literário Morabeza gera polémica: Germano Almeida, José Luís Tavares e Arménio Vieira saíram do cartaz 29 Setembro 2017

O Festival Literário Morabeza, marcado para daqui a um mês, está envolto em polémica — relacionada com a escolha dos organizadores — que os ’cabeças de cartaz inerentes’ já disseram que não vão estar presentes. São eles: Germano Almeida, o ficcionista mais conhecido a nível internacional, José Luís Tavares, o poeta/escritor mais premiado de sempre, e Arménio Vieira, o único ’Prémio Camões’ de Cabo Verde.

Festival Literário Morabeza gera polémica: Germano Almeida, José Luís Tavares e Arménio Vieira saíram do cartaz

Os três escritores estão em desacordo com a forma como o evento está a ser organizado pela empresa contratada, a Booktailors, segundo avançou o poeta José Luís Tavares que, em declarações à Inforpress, referiu o lugar marginal dado aos escritores cabo-verdianos, que "só foram convidados depois da mesa estar composta".

José Luís Tavares considera que “o próprio ministro da Cultura caucionou o desrespeito” aos escritores nacionais “ao anunciar em pleno parlamento, a 26 ou 27 de Junho, os nomes de Afonso Cruz, Agualusa, Mia Couto e Valter Hugo Mãe, dizendo que perspectivava convidar os escritores cabo-verdianos mais importantes”.

A turbulência envolve, pois, a estreia do ‘Festival Literário Morabeza’— apresentado como “um grande momento cultural” no país, com o intuito de “internacionalizar a literatura cabo-verdiana, nomeadamente através do incentivo à tradução” – que está marcada para a semana de 30 de outubro a 05 de novembro.

O recém-criado ‘Festival Literário Morabeza’, evento que passa a ser realizado em cada ano no arquipélago, é uma das grandes apostas do também recente Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, sob a batuta de Abraão Vicente.

O governante destacava, na apresentação do ‘Festival Literário Morabeza’, que o evento “além de dar espaço aos escritores cabo-verdianos, que são as peças principais, vai dar espaço também à literatura-mundo e do mundo, que vai contar com a participação de autores lusófonos de referências como Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Afonso Cruz e Walter Hugo Mãe”.

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, contactado pela agência noticiosa nacional na quarta-feira, escusou-se a comentar a retirada dos cabeças-de-cartaz e, sem entrar em pormenores, avançou que a lista definitiva dos escritores convidados será tornada pública no final deste mês.

c/Inforpress

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