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Festival da Baía em S.Vicente: “Siciliano mais jamaicano do mundo” encerrou segundo dia ao ritmo do reggae, Ferro Gaita vai ser uma das atracções deste domingo 13 Agosto 2017

O reggae ritmou os últimos momentos do segundo dia do festival, às 06:00, interpretado por Alborosi, tido por “siciliano mais jamaicano do mundo”, numa alusão à Sicília (Itália), onde nasceu, e à Jamaica, onde “bebeu” a cultura rastafari. Neste domingo, o último dia do Festival, está prevista a actuação de um elenco de artistas e conjuntos, em que se destacam Ferro Gaita, Élida Almeida, Calema e o brasileiro Naldo Benny, bem como algumas revelações através do projecto Vozes das Ilhas.

Festival da Baía em S.Vicente: “Siciliano mais jamaicano do mundo” encerrou segundo dia ao ritmo do reggae, Ferro Gaita vai ser uma das atracções deste domingo

O reggae ritmou os últimos momentos do segundo dia do festival, às 06:00, interpretado por Alborosi, tido por “siciliano mais jamaicano do mundo”, numa alusão à Sicília (Itália), onde nasceu, e à Jamaica, onde “bebeu” a cultura rastafari.

“Festival que não tem reggae não é festival”, lançava um festivaleiro de ocasião, encostado à protecção metálica junto ao palco, deliciado pelo ritmo da sua preferência, o reggae, interpretado por “um dos” da sua eleição, como disse, Alborosie.

Na sua estreia num festival em Cabo Verde, Alborosie tratou, então, de revistar em pouco mais de hora e meia vários temas sucesso de uma carreira que iniciou aos 15 anos quando fundou a banda “Reggae National Tickets”.

Numa actuação “corrida”, a palavra obrigado, que pronunciava no fim de cada tema, servia de ligação ao seguinte, ou seja, não houve espaço para diálogos com a plateia, pois que a música “correu solta”.

Globalmente, do ponto de vista da oferta do cartaz proposto para o segundo dia do festival, a temperatura conheceu um movimento ascendente com Anselmo Ralph, passou pelos ritmos do Carnaval, com Dudu Nobre (Brasil), Constantino Cardoso e Anísio, até chegar a Djodje.

Três anos depois, o angolano Anselmo Ralph regressou ao festival e, basicamente, a mesma aceitação e empatia com os fãs da Baía das Gatas, que registou mais uma grande enchente, a fazer jus aos sábados do encontro musical que já vai na 33ª edição.

A fusão do Carnaval, com a mistura de executantes do Brasil e de Cabo Verde resultou, o samba invandiu a baía com as vozes de Dudu Nobre (Brasil), Constantino Cardoso e Anísio, e o público tirou os pés do chão.

O sambista brasileiro manifestou adoração pelo público, elogiou os companheiros cabo-verdianos do palco e, no fim, prometeu regressar, ele que que vê um “futuro promissor” no Carnaval de São Vicente.

Um problema técnico na mesa de som logo após a actuação de Dudu Nobre criou impaciência no público, que assobiou, antes da actuação de Djodje.

Problema resolvido, chegou Djodje, muito aguardado, já se vê, um regresso dois anos depois, e uma legião de fãs a acompanhar do primeiro ao último acorde, com a baía “cheia que nem um ovo”.

Abriu a actuação com um espectáculo pirotécnico, depois percorreu os grandes sucessos da carreira até aos temas do mais recente disco “Check-in”, com o público fiel sempre em coro.

Djodje é, de facto, um caso sério e, atenção, galvaniza pessoas de diversas gerações, como quem desmente aqueles que o colam aos “teenagers”.

Programa deste domingo: Jovens revelações e Ferro Gaita

Para hoje, último dia do festival, a programação contempla a actuação de DJ e de diversos grupos de São Vicente, com o projecto que conta a história do Hip-Hop, na ilha, ao que segue o encontro de novas vozes da ilha, que incluiu Débora Paris, Odailine Tavares, Dainira Veríssimo, Josimar Gonçalves, Sílvia Medina e Joceline Medina.

Estão previstas ainda de Élida Almeida, Ferro Gaita, Calema e o brasileiro Naldo Benny, que encerra a 33ª edição do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas.

O festival teve a sua primeira edição no dia 18 de Agosto de 1984, é realizado anualmente na praia do mesmo nome, a oito quilómetros da cidade do Mindelo, e desde aquela data apenas em 1995 não se realizou, devido a uma epidemia de cólera que então assolou Cabo Verde.

Anualmente a Câmara Municipal, que organiza o evento, reserva uma verba de 15 mil contos no orçamento municipal para fazer face às despesas com a logística, viagens e cachet de artistas, contando também com parceiros e patrocinadores que financiam a “maior parte do bolo”. Fonte: C/Inforpress

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