CORREIO DAS ILHAS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Fogo: 300 pessoas que não viviam na Chã beneficiam das ajudas aos deslocados 15 Fevereiro 2015

Um inquérito realizado pelas autoridades confirma que 300 pessoas contempladas com cestas básicas e outras regalias não viviam em Chã das Caldeiras na altura da erupção. Há inclusive quem tenha vindo de fora da ilha para apanhar o "mascadjon".

Fogo: 300 pessoas que não  viviam na Chã beneficiam das ajudas aos deslocados

Durante uma semana, uma equipa de recenseamento que integra três moradores de Chã das Cadeiras, representante das câmaras municipais, Protecção Civil e Cruz Vermelha percorreu os centros de acolhimento dos desalojados, para identificar as pessoas. E constataram que havia muitos "oportunistas infiltrados. 300 pessoas que nunca viveram na Chã das Caldeiras, mas que estavam incluídas na lista dos deslocados pela erupção vulcânica, beneficiando de cestas básicas e de outras regalias.

O censo de 2010 apontava para a existência de uma população aproximada de 700 pessoas, distribuídas por 158 famílias. Mas após a erupção verificou-se um aumento súbito dessa população. Actualmente estão inscritas 367 famílias, distribuídas pelos Centros de Acolhimento de Achada Furna (129), Monte Grande (110), Mosteiros (67) e São Filipe (61).

E descobriu-se o gato: famílias que há muitos anos não viviam em Chã das Caldeiras, mas são beneficiados. Até ex-moradores a viverem nas outras ilhas foram receber donativos.

Nós próximos dias será afixada uma lista com o nome das pessoas que residiam em Chã das Caldeiras à data da erupção, esperando pela reacção das pessoas que são cortadas das listas.

Já a partir da próxima semana, apenas as pessoas que realmente residiam em Chá das Caldeiras vão beneficiar das ajudas, garantem as autoridades.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau