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Fogo: Instituto de Estradas suspende trabalhos no troço de Ribeira Campanas por falta de condições de segurança 29 Julho 2017

O presidente do Instituto de Estradas (IE) considera que não é possível intervir mais, neste momento, no troço de estrada de Ribeira de Campanas por falta de condições de segurança para os trabalhadores e para os utentes em geral.

Fogo: Instituto de Estradas suspende trabalhos no troço de Ribeira Campanas por falta de condições de segurança

Eduardo Lopes, presidente do Instituto de Estradas, que terminou sexta-feira uma visita de trabalho à ilha do Fogo, em conversa com a Inforpress, disse que a circulação e a manutenção estão asseguradas e que é necessário esperar pelas chuvas que, segundo o mesmo, provocarão a queda de mais materiais e a estabilização de taludes para uma segunda fase de intervenção.

O desabamento de rocha na Ribeira de Campanas de Baixo, no extremo norte do município de São Filipe, que deixou esta localidade isolada do resto do território municipal e cortou a ligação com Mosteiros, ocorreu na madrugada de 04 de Janeiro último, e, segundo Eduardo Lopes, a 19 do mesmo mês foi restabelecida a ligação de forma condicionada e provisória.

O Instituto de Estradas emitiu ordem ao empreiteiro, a 15 de Maio, para remoção de cerca de 23 mil metros cúbicos de materiais, reparação e execução de 91 metros cúbicos de muros, no valor de mais de 23 mil contos, tendo sido acordado o prazo de dois meses para a execução dos trabalhos, que terminava a 15 de Julho, passado.

Na data acordada os trabalhos não foram concluídos e, segundo Eduardo Lopes, justifica-se um prazo suplementar porque surgiram imprevistos, tais como o aumento significativo de volume de terras a remover (mais 13 mil metros cúbicos, aumentando de 23 mil para cerca de 36 mil metros cúbicos de materiais a remover), assim como a quantidade de muros soterrados revelou-se subestimado, passando assim dos 91 metros cúbicos inicialmente previsto para 263 metros cúbicos.

Outro condicionante foi a instabilidade do talude, com queda constante de materiais para o acesso provisório, obrigando a necessidade permanente de limpeza e normalização, numa acção associada a despreendimento imprevisto de blocos de pedra de grandes dimensões, em alguns casos, superiores a cinco toneladas.

O presidente do IE disse que “aquilo que era possível nesta fase está feito”, observando que é necessário aguardar para o período de pós chuvas, que no seu dizer “certamente provocará queda de mais materiais” para a conclusão dos trabalhos.

Este disse que é necessário actualizar os custos da intervenção em cerca de 16 mil contos, incluindo Imposto Único sobre Valor Acrescentado (IVA), ao que se acresce o valor da intervenção da primeira fase, mais de 23 mil contos, a reabilitação do troço ficará por cerca de 40 mil contos.

Além da estrada de Ribeira de Campanas, Eduardo Lopes visitou as estradas nacionais da ilha, assim como estradas municipais, e avistou-se com as autoridades locais.

Em relação às estradas nacionais, o presidente do IE mostra-se satisfeito com o seu estado com excepção do troço Piquinho a Ribeira Filipe, que necessita de alguma intervenção e a empresa responsável pela limpeza e manutenção vai introduzir algumas melhorias.

No que toca à estrada Piorno a Campanas de Cima, que funcionará como uma saída via norte de Chã das Caldeiras, Eduardo Lopes disse que o mesmo está sendo objecto de estudos e vai ser incluído no rol de projectos a serem financiados pelo Banco Mundial. Fonte: Inforpress

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