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Fogo: Oito toneladas de café exportado para a Europa e América 19 Junho 2014

A fábrica de Café dos Mosteiros avança (FCS) nos próximos dias com a exportação de oito toneladas do café comercial para Europa e América. Amarílio Baessa, responsável do projecto, avança que a previsão inicial era exportar 18 toneladas, mas foi decidido aumentar a venda no mercado nacional. A procura ultrapassa a oferta tanto no mercado nacional como internacional.

Fogo: Oito toneladas de café exportado para a Europa e América

Amarílio Baessa diz que só este ano já foram enviados 320 quilos de café via aérea para Itália, através de Amesterdão (Holanda), para participação numa espécie de exposição/promoção de café a uma rede de distribuidores.

Até ao final de Junho e meados de Julho vão ser exportados para Holanda e Estados Unidos da América quatro toneladas que já estão prontas. As outras quatro toneladas serão exportadas numa segunda fase. “A maior quantidade de sempre”, já que nos anos anteriores a exportação não ultrapassou a três toneladas.

Produção aumenta, preço sobe e FCS triplica aquisição

A safra do café deste ano é significativamente maior do que a dos últimos anos, quando foram colhidas pouco mais 12 toneladas (cerca de 22 mil quilos de café comercial), garantem os cafeicultores e a Fogo Coffee Spirit. Em 2013, a FCS adquiriu 30 toneladas.

Do total da produção, cerca de 40% terá como destino os mercados internacionais. A restante produção será comercializada nos vários pontos do território nacional. Apesar do aumento da produção, o preço não baixou como é regra implícita nos mercados internacionais. Pelo contrário, a Cofee Spirit pagou 100 escudos por um quilo de cerejas, mais 10 por cento do que no ano passado.

O aumento do preço resulta do acordo celebrado entre a Pró-Café, associação dos cafeicultores dos Mosteiros, e a FCS que determina um aumento de 10% a cada ano, por um período de cinco anos. Mesmo assim, alguns proprietários, entre eles Rogério e João Rodrigues, João Barros e Herdeiros Barbosa Amado, recusam-se a vender a sua safra à empresa, alegando que o preço “não é justo e nem justifica as despesas”.

Licínio Andrade, presidente da Pró-Café, lembra que “o valor foi devidamente negociado entre os agricultores e a Coffee Spirit”. Além disso, “vender os seus produtos à FCS é o melhor negócio que podem fazer”, recomenda.

A empresa já instalou uma unidade de debulha de cerejas húmidas com capacidade para duas toneladas/hora e uma unidade de transformação, com capacidade para debulhar 500 quilos de café/hora, na zona de Matinho, nos Mosteiros.

A FCS, que é resultado da união de um grupo de empresas nacionais com uma holandesa, realizou nos últimos anos grandes investimentos, adquirindo máquinas e campos de cultivo. Num período de cinco anos a empresa propõe investir mais de 52 mil contos. A médio e longo prazo serão fixadas cerca de 200 mil novas plantas. Este ano já foram produzidas onze mil plantas para distribuição aos cafeicultores.

Nicolau Centeio

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