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Fogo e Brava: Hospital regional aposta na criação do serviço de endoscopia digestiva 18 Outubro 2017

A direcção do hospital regional São Francisco de Assis está empenhada em investir na criação do serviço de endoscopia digestiva por ser uma área deficitária a nível da ilha e da região.

Fogo e Brava: Hospital regional aposta na criação do serviço de endoscopia digestiva

Em declarações à Inforpress , o director do hospital, Evandro Monteiro, disse que é um serviço em que faz todo o sentido investir nele, dada a problemática das patologias que estão a registar, mas sobretudo visando a prevenção de cancro do colo rectal, patologia gástrica, além de outras.

A criação deste serviço vai ter uma vertente preventiva num primeiro momento e interventivo /terapêutico num segundo momento, disse o responsável do hospital, observando que algumas actividades estão a ser realizadas.

“Temos de criar este serviço de diagnóstico e no segundo momento interventístico, porque o problema é que não temos respostas para esta situação e na maioria dos casos temos de transferir as pessoas para fazerem endoscopia digestiva alta, rectroscopia, e outros exames, seja para os doentes da Brava como do Fogo”, disse explicou Monteiro.

Segundo o responsável, o objectivo é criar, localmente, um ambulatório para este tipo de serviço para realização desses exames e, eventualmente, fazer biopsias, e em caso de suspeição de cancro gástrico, e sobretudo intestinal, como recto ou de colo, poder fazer um diagnóstico e enviar um doente já mais bem estudado e mais preparado e não enviá-lo sem esses exames.

Na ilha do Fogo, não existe este tipo de serviço nem nos privados, refere Evandro Monteiro, para quem a ideia é criar parcerias publico-privadas e ter na ilha equipamentos modernos para este serviço, salientando que há possibilidade de ter estes aparelhos na região.

O hospital regional São Francisco de Assis dispõe de técnicos para preparação e desinfecção dos equipamentos, dos doentes e do espaço.

Em termos de especialista, o responsável indicou que há um médico, que não trabalha em Cabo Verde, mas que está inscrito na Ordem dos Médicos, cabo-verdiano e da ilha do Fogo, neste momento reformado e a ideia é contratá-lo para que exerça a actividade no hospital ou para prestação de serviço.

Evandro Monteiro adiantou que o referido médico encontra-se na ilha e que na segunda-feira recebeu um grupo de doentes da ilha Brava e esta terça os da ilha do Fogo, adiantando que o investimento na criação deste serviço é para servir toda a região sanitária Fogo e Brava.

Sem avançar o valor dos investimentos na criação deste serviço, Evandro Monteiro indica que a ideia do ambulatório para endoscopia digestiva conta com a colaboração de especialistas italianos com os quais tem amizade de longa data e que passaram pelo hospital e fizeram um bom trabalho.

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