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Forças Armadas de Cabo Verde apoiam aluno deficiente físico com transporte 18 Fevereiro 2016

As Forças Armadas de Cabo Verde uniram esforços para ajudar o aluno deficiente físico que estuda o 7º ano no Liceu Domingos Ramos com transporte diário. Contada por A Semana, a história do pequeno Dany Fonseca Timas, que nasceu com uma malformação dos membros superiores e inferiores, continua a comover pessoas individuais e institucionais.

Forças Armadas de Cabo Verde apoiam aluno deficiente físico com transporte

Dany, de 12 anos e aluno do 7º ano, no Liceu Domingos Ramos na cidade da Praia, nasceu com uma deficiência motora em todos os seus membros. Antes da sua história se tornar pública, o rapazinho era diariamente transportado ao colo pelo irmão, para assistir às aulas no Liceu Domingos Ramos.

Sensibilizados com a situação por que passa Dany e na sequência da notícia divulgada pelo jornal A Semana, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e a sua equipa decidiram apoiá-lo. É assim que, desde o dia 11 do corrente mês, a instituição militar assumiu o transporte, revela a capitã das FA e directora de informação do gabinete do CEMFA, Ana Semedo.

A responsável garante que o papel das Forças Armadas de Cabo Verde não se esgota na defesa da Nação. A instituição tem também um carácter social. “Neste sentido, o gabinete do CEMFA decidiu apoiar este aluno deficiente físico com transporte escolar, materiais escolares e uma cesta básica”, aponta.

Filho de pais com parcos recursos económicos, este adolescente confessa que os seus movimentos são limitados, o que o impede de deslocar-se. “Quero ter autonomia para o percurso casa-escola-casa, sem precisar depender de outrem. Por isso, prefiro ter um carrinho de rodas adaptado às minhas deficiências e necessidades”, manifesta.

A situação de Dany é uma preocupação da comunidade educativa. A direcção do LDR anuncia também que já conseguiu uma verba junto da FICASE para suportar os custos do transporte dos dois irmãos durante o ano lectivo.

A directora, Elsa Soares, faz saber ainda que a escola pretende criar projectos e mobilizar parcerias que possam apoiar não só os alunos com deficiências físico-motoras, mas também os com NEE (Necessidades Educativas Especiais), no seu todo.

“Além dos professores que ficaram sensibilizados, recebemos telefonemas de ONGs e de cabo-verdianos na diáspora, interessados em apoiar o pequeno Dany, que muito tem comovido as pessoas. Por isso estou optimista de que ele terá meios capazes de lhe garantir o sucesso escolar”, conclui.

Celso Lobo

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