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Fórum Cabo Verde: Rebelo de Sousa defende que o futuro de Cabo Verde passa pelo eixo transatlântico Europa - América-África Ocidental 02 Fevereiro 2015

O catedrático António Rebelo de Sousa defendeu este sábado ,31 de Janeiro, durante a Conferência Compromisso com Cabo Verde em que foi orador, que o futuro do nosso país passa pelo eixo triangular Europa, América e África Ocidental. Isto, atendendo à nossa extensa Zona Económica Exclusiva e à possível implementação dos interesses da Cidade da Praia no quadro do Acordo Transatlântico de Galway. Apesar da crise internacional, Rebelo de Sousa trouxe «boas novas» ao perspectivar que haverá um aumento da procura externa dirigida a Cabo Verde ao longo deste ano.

Fórum Cabo Verde: Rebelo de Sousa defende que o futuro de Cabo Verde passa pelo eixo transatlântico Europa - América-África Ocidental

O fórum do MpD culminou com uma comunicação do académico português António Rebelo de Sousa, que, de entre outros aspectos, defende que o futuro do nosso país passa pelo triângulo transcontinental Europa, América e África Ocidental.

« O futuro de Cabo Verde passa pelo eixo euro-atlântico e pelo triângulo Europa-América-África Ocidental. Constitui uma prioridade pensar-se numa possível articulação dos interesses cabo-verdianos com os desenvolvimentos que poderão vir a resultar do Acordo Transatlântico de Galway (envolvendo os EUA, o Canadá e a União Europeia), o qual teve como propósito fundamental a convergência de esforços de observação oceânica, procurando-se compreender melhor o Oceano Atlântico e promover a gestão sustentável dos seus recursos», indica António Rebelo de Sousa.

Plataforma Continental: negociar acordo tripartido Portugal-Cabo Verde-EUA

Mesmo sem conhecer profundamente as potencialidades da Plataforma Continental de Cabo Verde, o catedrático português aventa que seria de equacionar a negociação de um acordo tripartido entre Portugal, Cabo Verde e os EUA, que articularia o conjunto de intervenções a serem concretizadas com as prioridades definidas no Plano de Desenvolvimento Indicativo Plurianual. "Só será possível conciliar políticas macroeconómicas consistentes, orientadas para o rigor nas Finanças Públicas, com um modelo de desenvolvimento que aposte no aproveitamento das vantagens competitivas dinâmicas de Cabo Verde. Isso, se houver uma visão do que deverá ser o futuro, se se definir uma Missão e se se estabelecerem prioridades», pontua.

E chegado a esse ponto, o orador aconselha o MpD a desempenhar um papel da maior relevância neste capitulo, procurando conciliar a ambição de um futuro melhor com o sentido das realidades.

Maior procura de Cabo Verde em 2015

Ao analisar a situação socio-económica do país no actual contexto da crise internacional, António Rebelo de Sousa trouxe «boas novas» ao avançar que haverá uma maior procura externa dirigida a Cabo Verde no decurso deste ano.

«Importa, desde logo, adiantar que, de acordo com as previsões do FMI e do BCE, deverá ocorrer um aumento da procura externa dirigida a Cabo Verde, em 2015. Como se disse, deverá verificar-se uma desvalorização deslizante do euro em relação ao dólar americano, no decurso do ano corrente. É ainda de salientar que a redução dos preços das matérias-primas e dos produtos alimentares deverá contribuir para uma contenção da inflação, sendo, também, previsível que, por via indirecta, a política de ‘quantitative easing’ na Europa produza um efeito moderadamente expansionista na economia cabo-verdiana», são as previsões do professor catedrático.

António Rebelo de Sousa alerta, no entanto, que o crescimento económico de Cabo Verde vai depender de vários factores internos e externos. « A obtenção de uma taxa de crescimento do PIB acima dos 2,5 - 3% dependerá não apenas da taxa de crescimento do PIB na UE, como também da evolução da situação existente no sistema financeiro cabo-verdiano, havendo dúvidas quanto à persistência de uma tendência para uma significativa contenção no sentido de conceder crédito e quanto à existência, ou não, de uma adequada capitalização das instituições que o integram», conclui o conceituado especialista da área de Economia e Desenvolvimento.

ADP

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