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Fórum Económico de Davos: Jacinto Santos alerta para os grandes desafios da liderança mundial 23 Janeiro 2017

Jacinto Santos (JC), consultor e estudioso da economia solidária - conhece bem o cooperativismo em Cabo Verde- partilha, na sua página pessoal no faceboock, os cinco desafios da actual liderança mundial. Um dossier que, segundo ele, o fundador e presidente do Fórum Económico Mundial (FME), Klaus Schwas, levou ao debate na última sessão anual, que decorreu de 17 a 20 de Janeiro, em Davos, Suíça.

Fórum Económico de Davos: Jacinto Santos alerta para os grandes  desafios da liderança mundial

Jacinto Santos (JC), consultor e estudioso da economia solidária e do cooperativismo em Cabo Verde, partilha, na sua página pessoal no faceboock, os quadros desafios da actual liderança mundial. Um dossier que, segundo ele, o fundador e presidente do Fórum Económico Mundial (FME), Klaus Schwas, levou ao debate na última sessão anual, que decorreu de 17 a 20 de Janeiro, em Davos, Suíça.

Para Santos, os líderes devem responder às demandas das pessoas que lhes foi confiado liderar, ao mesmo tempo que proporcionam uma visão e um caminho a seguir, para que as pessoas possam visualizar um futuro melhor.

«A verdadeira liderança num mundo complexo, incerto e ansioso como o nosso, exige que os líderes navegam com um sistema de radar e uma bússola. Devem ser receptivos aos sinais de uma paisagem sempre em mudança, e devem estar dispostos a fazer os ajustes necessários; sem desviar-se do seu verdadeiro norte, ou seja, uma visão baseada em valores verdadeiros», escreve a mesma fonte.

Segundo ele, é por isso que, no fórum económico mundial, fez-se de "Liderança responsável e que responde" o tema principal da reunião anual de Janeiro em Davos. Sublinha que, à medida que os líderes no governo, as empresas e a sociedade civil marquem um roteiro para o próximo ano, cinco desafios chave fixam a sua atenção.

Globalização e pobreza

«Em primeiro lugar, terão que enfrentar a quarta revolução industrial que está redefinindo indústrias inteiras, e criando outras novas a partir do zero, graças aos inovadores avanços em inteligência artificial, robótica, internet das coisas, automobilismo, impressão, nanotecnologia, biotecnologia e Computação Quântica», diz, afirmando que essas tecnologias só começaram a mostrar ainda o seu pleno potencial.

Defende JC que, em segundo lugar, os líderes terão que construir um sistema dinâmico e inclusivo de governança global para as várias partes interessadas. «Os desafios económicos, tecnológicos, ambientais e sociais de hoje em dia só podem ser tratados através da parceria público-Privada Global; mas o nosso quadro actual para a cooperação internacional foi projectado para a era do pós-Guerra, quando os estados-Nação eram os principais intervenientes».

Mas, conforme escreve Jacinto Santos, um terceiro desafio para os líderes será restaurar o crescimento económico mundial. « A diminuição do crescimento permanentemente traduz em níveis de vida mais baixos: com um crescimento anual de 5 %, se demora apenas 14 anos em duplicar o PIB de um país; com um crescimento do 3%, são necessários 24 Anos. Se o nosso impasse actual persistir, nossos filhos e netos podem ser encontrados em piores condições que seus antecessores».

O consultor fundamenta que,
mesmo sem o desemprego estrutural provocado pela mudança tecnológica, a economia mundial teria que criar milhares de milhões de postos de trabalho, sustentar uma população crescente, que se prevê chegar a 9,7 mil milhões em 2050 - um aumento considerável dos actuais 7.400 milhões. Por isso, considera que 2017 será um ano em que a inclusão social e o desemprego juvenil se transformarão em temas críticos a nível global e nacional.

«Um quarto desafio será reformar o capitalismo de mercado e restaurar o pacto entre os negócios e a sociedade», enumera Santos, para quem os mercados livres e globalização melhoraram o nível de vida das pessoas. Mas alerta que os seus defeitos estruturais, nomeadamente o aumento da desigualdade na distribuição da riqueza e o "compadrio" , alimentaram reacções políticas nos últimos anos, o que indica a necessidade de se criar estruturas permanentes para equilibrar os incentivos económicos com o bem-estar social.

Conclui Jacinto Santos que, por último, os líderes devem enfrentar a crise omnipresente na formação da identidade que tem resultado da erosão das normas tradicionais nas últimas duas décadas. «A Globalização fez com que o mundo seja mais pequeno, mas é ainda mais complexo. Muitas pessoas agora temem pelo seu futuro, perderam a confiança nas instituições e eles estão à procura de crenças que possam proporcionar um senso de propósito e continuidade», analisa, de entre outros aspectos, Jacinto Santos na sua página pessoal no facebook.

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