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França: 120 mil já assinaram petição contra estatuto especial de primeira-dama 06 Agosto 2017

A petição propõe em nome da moralidade da política, e em coerência com a lei votada "contra os empregos familiares", que não sejam atribuídos à esposa do presidente mais privilégios do que os atuais, "o que é já suficiente”.

França: 120 mil já assinaram petição contra estatuto especial de primeira-dama

A 27 de abril, Emmanuel Macron em campanha prometeu que iria criar o estatuto de primeira-dama. Vencedor, mandou o seu gabinete avançar com a preparação dum Estatuto Especial para a “Esposa do Presidente da República”.

Decorridos menos de três meses sobre a promessa, a 22 de julho começou a circular uma petição organizada pela ‘change.org’ para ser levada ao presidente e ao primeiro-ministro.

A petição redigida pelo ativista Thierry Paul Valette propõe que não sejam atribuídos à esposa do presidente mais privilégios, provenientes “de dinheiros públicos”. Destaca-se que “Brigitte Macron já dispõe de uma equipa de dois ou três colaboradores, além dos dois secretários/as e dois agentes de segurança, o que é já suficiente”.

Em nome da moralização da vida política francesa, lê-se no documento online, está a ser trabalhada no parlamento a lei que vai proibir “dar emprego a familiares na Assembleia Nacional”. Recorde-se que o candidato mais bem colocado, François Fillon, caiu devido ao escândalo de empregos fictícios a familiares seus.

Aponta-se o “paradoxo” na atitude presente de Macron “que prometeu moralizar a política e que está a fazer economias no orçamento das forças militares”.

Referendo?

“Se esta questão tem de ser discutida, far-se-á no âmbito dum referendo
e não porque assim decidiu um homem sozinho”.

“É ao povo de França que cabe escolher a sua representatividade. Aliás mais de 65% de franceses opõem-se à criação de um estatuto especial para Brigitte Macron”.

Contra ataques sexistas dirigidos a Brigitte

“Denunciamos veementemente ataques sexistas dirigidos a Brigitte Macron e nunca pomos em causa as suas competências”, ressalva o documento que, em vários passos, refere que os peticionários estão unidos sobretudo em nome da igualdade democrática.

Fontes: site referido. Foto: Getty. 10 cônjuges de 10 chefes de Estado reunidos em Paris para as celebrações do “14 de Julho” deste ano.

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