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França: Benoît Hamon funda “Movimento 1º de Julho” para manter ideal socialista 03 Julho 2017

Benoît Hamon, candidato do Partido Socialista derrotado na 1ª volta da eleição presidencial de abril último, anunciou, este sábado em Paris, o lançamento do “Movimento 1º de Julho”.

França: Benoît Hamon funda “Movimento 1º de Julho” para manter ideal socialista

“ Decidi deixar o Partido Socialista” porque “ serei mais útil estando fora deste”, disse diante de uma numerosa multidão que o foi ouvir em Reuilly, um dos parques da capital francesa.

“Mas não abdico do ideal socialista. Deixo um partido, mas não deixo nem o Socialismo nem os Socialistas.” . Acrescentou que depois de trinta anos de adesão ao PS, sai “ sem despeito, sem raiva. Não mudo de convicção, não mudo de família. É hora de voltar a página”.

“Iniciativa pessoal”

Segundo o Le Monde, o candidato presidencial derrotado na primeira-volta (6,4 % dos votos), demorou mais que o previsto a anunciar uma decisão, que para muitos era de esperar, num cenário marcado por várias deserções de socialistas, como a do ex-primeiro-ministro Manuel Valls.
“É uma iniciativa pessoal, e não de grupo”, explicou o deputado Guillaume Balas. Este deputado no parlamento europeu acrescentou: “A questão é saber onde ele pode ser mais útil. Se nos debates à porta fechada na rua de Solférino (sede do PS), se noutro lugar”, disse Balas que “por enquanto” fica no partido.

“Reconstruir a esquerda…após a morte do velho PS”

“Reconstruir a esquerda” é o que propõe o antigo ministro da Educação para quem o “Movimento 1º de Julho” tem de ultrapassar os partidos.

A presença no evento de personalidades conhecidas, desde dirigentes de partidos mais à esquerda, Ecologista-Verdes, como Cécile Duflot, ou do Partido Comunista, passando por personalidades de quadrantes vários da sociedade civil, está a ser entendida como um sinal favorável, até de sucesso, para Hamon.

Desafiar Macron e Mélenchon

“Os socialistas têm de estar presentes na grande recomposição da esquerda”, disse Hamon que prefere focar na “nova etapa”.
“ Não dei qualquer instrução aos meus amigos que ficam no PS. Não é um bloco que se desfaz. Não organizamos a fuga de uma facção, é a minha decisão. Não é um divórcio, não me zanguei com ninguém".

Hamon, que tem sido muito crítico em relação à presidência de Macron e ao Movimento “La France Insoumise" (LFI), de Jean-Luc Mélenchon, diz que o seu objetivo prioritário é "criar até ao outono as condições para realizar os estados gerais de toda a esquerda para fabricar uma casa comum em vista das eleições municipais de 2020».

Fonte: Le Monde

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