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França: Justiça condena a dois anos de prisão efetiva mãe que mandou dinheiro ao filho djihadista na Síria 30 Setembro 2017

O juiz considerou que ao mandar dinheiro ao filho djihadista, agora falecido, Nathalie Haddadi estava a financiar o terrorismo, noticia nesta quinta-feira 28, o ’Le Monde’ online.

França: Justiça condena a dois anos de prisão efetiva mãe que mandou dinheiro ao filho  djihadista na Síria

A franco-argelina Nathalie Haddadi pode no entanto conseguir uma redução da pena, como explicou o advogado ao informar que iam recorrer da sentença.

O tribunal condenou Nathalie Haddadi por ter, primeiro, em novembro de 2015, comprado bilhetes de avião e dado dinheiro ao filho, Belabbas Bounaga, que estava proibido de deixar a França. Ele acabara de sair da prisão e estava sob vigilância por suspeitas de radicalização, mas entrou na Argélia, onde reside o pai.

Em agosto de 2016, Nathalie Haddadi recebeu uma chamada que a informava da morte do filho, aos 21 anos, na Síria.

Um ano depois comparece no tribunal de Paris. Como ela, o próprio filho mais novo, Tarik, e ainda um amigo, Souliman Hamouten, foram julgados por terem enviado dinheiro a Belabbas Bounaga.

Tarik foi condenado a um ano de prisão com pena suspensa. Souliman tido como culpado de manter contacto com o seu melhor amigo, Belabbas na Síria, foi condenado a três anos de prisão efetiva com execução imediata.

“Ajudei o meu filho”

“Custa a acreditar que me acusem de estar a financiar o terrorismo. Eu só ajudei o meu filho”. O dinheiro era “para ele poder comer”, disse a mulher de 43 anos antes de entrar para a sala de audiências do tribunal.

Ela foi ainda acusada de ter escondido das autoridades o facto de que Belabbas Bounaga tinha um passaporte e, em especial, por ela ter continuado a pagar ao filho bilhetes de avião e enviado 2 800 euros para ele viajar até à Malásia e, a partir deste destino asiático, chegar à Síria onde se juntou ao Estado Islâmico.

Jurisprudência: alerta a famílias de jovens ‘radicalizados’


Advogados de famílias que têm respondido em tribunal por causa de casos semelhantes chamam a atenção para o facto de que a prisão de Nathalie Haddadi possa vir a fazer jurisprudência.

“Deixou se ser o combate da sra. Haddadi, É agora de todos os pais com filhos que se radicalizaram, nas cadeias ou não, e que o Ministério Público está a chamar porque os considera responsáveis pela situação”, disse um advogado. Fonte: Le Monde

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