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Francesa Audrey Azoulay eleita diretora-geral da UNESCO 14 Outubro 2017

A ex-ministra da Cultura francesa, Audrey Azoulay, foi eleita esta sexta-feira, 13, a nova diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) pelo Conselho Executivo da organização, ao derrotar na votação final o qatari Hamad bin Abdulaziz.

Francesa Audrey Azoulay eleita diretora-geral da UNESCO

Azoulay obteve 30 votos dos 58 que compõem o Conselho executivo, e vai substituir a búlgara Irina Bokova, que ocupou o cargo nos últimos oito anos. A antiga ministra socialista da Cultura, no cargo entre fevereiro de 2016 e maio de 2017, especialista em cinema e marcada por uma infância franco-marroquina, avançou com a candidatura para a liderança da UNESCO à última hora, em Março passado, ao argumentar que "a França tem grande legitimidade na cultura, educação e nas ciências".

No decurso da sua campanha citou mesmo o estadista francês e figura do socialismo, Léon Blum (1872-1950), para quem a UNESCO deveria ser "a consciência das Nações Unidas".

No entanto, apenas se dedicou totalmente à eleição para a direção geral da agência da ONU após ter abandonado o seu ministério, na sequência da vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais de Maio.

Audrey Azoulay nasceu em agosto de 1972 em Paris, numa família judia marroquina natural de Essaouira. O seu pai é o banqueiro e homem político André Azoulay, conselheiro do atual rei de Marrocos, como foi de seu pai, Hassan II. A sua mãe é a mulher de letras Katia Brami.

A eleição de Audrey Azoulay só deve ficar confirmada a 10 de Novembro próximo, com a votação de todos os Estados-membros ou ratificação do nome, por todos os Estados-membros, na Assembleia geral da ONU.

A eleição da nova diretora-geral quase coincidiu com a decisão dos Estados Unidos, o principal aliado de Israel, em abandonar a UNESCO, ao acusar a organização de posições "anti-israelitas".

O Departamento de Estado norte-americano disse na quinta-feira passada, que a saída entrará em vigor a 31 de Dezembro de 2018, permanecendo como membro de pleno direito até então.

Os Estados Unidos suspenderam em 2011 o seu financiamento da UNESCO devido à votação da organização para incluir a Palestina como membro. Actualmente, Washington deve cerca de 550 milhões de dólares (465 milhões de euros) à instituição. Pouco depois do anúncio de Washington, Israel também anunciou que se vai retirar da UNESCO devido ao "preconceito" anti-israelita que imputa à instituição, e que considera ter-se tornado num "teatro do absurdo".

De referir que a UNESCO foi fundada logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de contribuir para a paz e segurança no mundo, através da educação, da ciência, da cultura e das comunicações. É uma organização internacional que colabora para a formação de professores e contribui para a construção de escolas e à doação de equipamento necessário para o seu funcionamento, além de promover atividades culturais para as comunidades valorizarem seu patrimônio cultural através da preservação das entidades culturais e tradições, assim como a promoção dos livros e a leitura.

Fonte: Mundo ao Minuto

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