POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Fundação Mo Ibrahim debate os desafios da África 31 Mar�o 2017

Com o holofote voltado para os desafios da África, a Fundação Mo Ibrahim promove o «Fim de Semana da Governação Ibrahim", que terá lugar de 7 a 9 de Abril, em Marraquexe, Marrocos. Patrocinado pelo Rei Mohammed VI, o evento, que é realizado todos os anos numa cidade africana diferente, reúne “proeminentes” líderes políticos e empresariais africanos e interessados em África, representantes da sociedade civil, instituições multilaterais e regionais, bem como importantes parceiros internacionais de África. Tudo com o objectivo central de identificar os desafios políticos específicos e discutir prioridades de acção para o continente negro. O debate estende-se a um público mais vasto, através da música, da arte e do desporto em grandes eventos públicos, apresentando alguns dos talentos mais brilhantes de África.

Fundação Mo Ibrahim  debate os desafios da África

Conforme informações que responsáveis da organização remeteram ao Asemanonline, a cimeira deste ano é considerada especial, porque a Fundação completa 10 anos a fazer da governação um “elemento crucial” de todo o discurso do desenvolvimento em África.

“Partindo dos pontos de vista expressos no índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) do ano transacto, os participantes analisarão a última década e definirão uma via para o futuro do continente. Líderes progressistas da política, dos negócios, dos Media e da sociedade civil reunir-se-ão para analisar determinados desafios de liderança e governação em África no século XXI, bem como debater as oportunidades deste continente na próxima década», lê-se em nota da fundação.

O relatório sobre o Fórum de 2017 da Fundação Mo Ibrahim, sobre « África num Ponto de Viragem», conclui que o continente continua a fazer progressos, mas enfrenta um risco real de retrocesso. Mais do que de qualquer outro factor, o documento sublinha que o futuro de África depende da sua capacidade para aproveitar a energia dos seus jovens e satisfazer suas expectativas.

Com base na análise e debate ao longo deste fórum, os líderes de diferentes sectores públicos e privados irão debruçar-se sobre três áreas prioritárias, que exigem liderança e boa governação, nomeadamente apelo contra o extremismo violento e a migração, o risco de um retrocesso democrático e a necessidade de um crescimento económico inclusivo no continente.

Conforme representantes da mesma Fundação, hoje, 60% da população do continente africano tem menos de 25 anos de idade e até 2050, acolherá 452 milhões de pessoas com idade inferior a esta. “Entretanto, um grande número desta camada social sente-se privado de perspectivas económicas e vê-lhe negada a possibilidade de intervir no futuro do seu próprio continente”.

Os vários temas a serem debatidos serão desenvolvidos em conferências por oradores deste fórum. De entre eles, destacam-se, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, o ex-Secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o ministro Delegado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Youssef Amrani, o representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Central, Abdoulie Bathily, o presidente e Director Executivo do Dangote Group, Aliko Dangote, o ministro da Indústria, do Comércio, do Investimento e da Economia Digital de Marrocos, Moulay Hafid El Alamy, entre outras figuras e personalidades públicas estrangeiras.

Entretanto, a Fundação Mo Ibrahim foi instituída em 2006 e centra suas atenções na importância vital da liderança e da governação em África. “Este continente, encontra-se num ponto de viragem e as decisões tomadas agora, determinarão se continua a crescer ou se retrocede. Mais do que nunca, uma liderança prudente e uma governação sólida são fundamentais”, alerta a mesma instituição.

Celso Lobo

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