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GUINÉ-BISSAU: EMPRESA DE TRANSPORTE MARÍTIMO TEM OITO MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO 06 Setembro 2017

Os trabalhadores da Sotramar, empresa pública de transportes marítimos da Guiné-Bissau, denunciaram, hoje (05), o «incumprimento do diretor», a quem acusam de não pagar salários há oito meses.

GUINÉ-BISSAU: EMPRESA DE TRANSPORTE MARÍTIMO TEM OITO MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO

Em conferência de imprensa, Veríssimo Batista, porta-voz do sindicato dos trabalhadores da Sotramar, acusou o diretor da empresa, Sirma Seidi, de não lhes pagar ordenados há oito meses e ainda de não estar a conseguir «pôr em funcionamento» dois dos três navios que fazem os transportes de passageiros e cargas.

Os navios da Sotramar fazem regularmente as ligações entre a zona continental e as ilhas da Guiné-Bissau, nomeadamente para Inchude, Bubaque e Bolama.

Se dentro de 15 dias Sirma Seidi não pagar os ordenados, os funcionários da Sotramar ameaçam promover uma vigília em frente ao Ministério dos Transportes e Comunicações para pedir ao ministro que o demita de funções.

O porta-voz do sindicato dos trabalhadores acusou ainda o diretor da empresa de ter alegadamente contraído uma dívida de cerca de 53 milhões de francos CFA (cerca de 80 mil euros) com um banco.

Em reação às acusações, Sirma Seidi admitiu a existência de salários em atraso, mas negou que seja de oito meses, lembrando que a Sotramar só consegue pagar as suas despesas mediante as receitas que fizer das carreiras dos navios.

O responsável referiu também que devido à concorrência de uma empresa estrangeira, que opera nas mesmas rotas, a Sotramar deixou de dar lucros, daí que decidiu parar os navios.

«É inconcebível colocar um navio daqui para Bubaque levando dez pessoas quando só em combustíveis gastamos mais de um milhão de francos CFA (cerca de 1.500 euros)», defendeu Sirma Seidi, explicando que «em dia bom» a receita da empresa não ultrapassa 300 mil francos CFA (cerca de 450 euros).

Para que a empresa comece a render, Seidi, propõe que o Governo subvencione as atividades ou então que permita a participação de capitais privados.

Quanto às alegações do sindicato de uma dívida da Sotramar com um banco comercial de Bissau, Sirma Seidi afirmou que desconhece e desafia os trabalhadores a apresentarem provas. Fonte: Lusa

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