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Gerentes da CECV despedidos por desvio de dinheiro 21 Novembro 2011

Gilda Sancha, funcionária da agência da Caixa Económica de Cabo Verde em Coculi, Ribeira Grande, Santo Antão, está há uma semana suspensa do trabalho por alegado desvio de dinheiro do banco. Desconhece-se o montante em causa, mas o desfalque já está confirmado, tendo a Administração da CECV ordenado a instauração de um processo disciplinar contra a funcionária, com vista ao seu despedimento da empresa.

Gerentes da CECV despedidos por desvio de dinheiro

Gilda Sancha foi deputada nacional (suplente) do PAICV até à última legislatura, é membro do Conselho Nacional e uma das grandes activistas do partido no Paul. Desempenhou também as funções de directora do Liceu do Paul, de onde saiu para ser colocada como gerente da Caixa Económica em Coculi.

Há cerca de dois meses, a CECV detectou um outro desfalque desta feita nas contas da sua agência nos Espargos, Sal. Ao que consta, o desvio terá sido perpetrado por uma funcionária de nome Inelda, que, inclusive, já recebeu a nota de culpa que lhe dá a pena de despedimento. Entretanto, o gerente daquela agência da Caixa pode apanhar por tabela, já que ao tomar conhecimento do caso, não informou a administração central sobre o ocorrido, tentando resolver o assunto “entre portas”.

Em nenhum dos dois casos houve acções judiciais contra os funcionários da CECV. Ao que consta, os desfalques terão acontecido a nível das caixas, não interferindo directamente na conta dos clientes, pelo que o banco optou por agir administrativamente, sem apresentar queixa ao tribunal.

“O problema da CECV é que não há controlo dos caixas por parte dos gerentes. Chega-se ao final do dia e muitos não fazem o respectivo controlo das contas, como é suposto acontecer todos os dias a partir das 16 horas. E como esses gerentes também não são chamados a capítulo pelos seus superiores, dá nisso: desvio de dinheiro, contas irregulares”, elucida uma fonte daquele banco, para quem “hoje em dia na Caixa Económica de Cabo Verde o único requisito para se ser gerente é ter amigos e familiares com “power”. Os gerentes são os amigos do poder, foram postos lá por questões familiares, laços de amizade ou políticos, sem qualquer critério técnico de selecção”.

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