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Ministro Gilberto Silva: Cabo Verde prepara-se para "todas as eventualidades" em caso de seca 22 Setembro 2017

O ministro da Agricultura cabo-verdiano disse esta semana que as chuvas que caíram até agora são "muito menos" do que o esperado, pelo que o país vai ter de se preparar para "todas as eventualidades" em caso de seca.

Ministro Gilberto Silva: Cabo Verde prepara-se para

"As precipitações que ocorreram em Cabo Verde até agora são muito menos do que estávamos à espera, contrariamente aos outros países da nossa sub-região. Cabo Verde vai ter que se preparar para todas as eventualidades", disse Gilberto Silva.

O ministro falava à imprensa, na cidade da Praia, para apresentar dados sobre a sua participação na 13ª Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção da ONU de Combate à Desertificação (COP 13), que terminou sábado em Ordos, na Mongólia, China.

O ministro da Agricultura e Ambiente disse que o Governo cabo-verdiano vai avaliar a situação "em detalhe" e identificar as medidas que podem ser tomadas em caso de se registar um ano de seca no país.

"De todo o modo, ainda é cedo, porque já tivemos várias situações em que as precipitações foram mais ou menos como até agora e depois as coisas melhoraram. Vamos fazer toda uma avaliação e em função disso tomar medidas que se impuserem", reafirmou o ministro.

Gilberto Silva lembrou que as previsões que Cabo Verde recebeu no início do ano eram "bastante animadoras" e continuam a ser animadoras para a região, já que os demais países têm tido chuvas e o ano agrícola tem sido "bastante bom" até agora.

"Só no nosso país é que estamos a registar este atraso nas precipitações regulares", lamentou Gilberto Silva, dizendo, porém, que "nem tudo está perdido" e que "ainda pode chover".

De qualquer foram, disse que o ministério vai avaliar a situação com especialistas e saber quais as previsões para os próximos meses no país.

Em caso de um ano de seca, Gilberto Silva indicou que o Governo poderá tomar medidas mitigadoras, em relação à agricultura e à segurança alimentar, com o salvamento do gado e melhoria da gestão da água para irrigação.

O governante reconheceu igualmente que a eventual falta de chuvas terá implicações no emprego que terá que ser criado no campo.

"É uma preocupação actualmente, que nos leva a um acompanhamento mais de perto da situação, a uma avaliação agora, ver a tendências e em função disso começar a planificar e a mobilizar recursos para implementação de medidas mitigadoras, mas ainda é cedo para dizermos que vamos implementar um plano de emergência", concluiu o ministro.

C/Lusa

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