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Governo: Três desmentidos e credibilidade abalada 30 Julho 2017

A credibilidade do Governo de Ulisses Correia e Silva, de si desgastada com as promessas da campanha que não vêm sendo ainda cumpridas, saiu abalada da última sessão da Assembleia Nacional. É que a maioria foi, de uma só assentada, alvo de três desmentidos com provas documentais distribuídos à imprensa e aos eleitos da Nação.

Governo: Três desmentidos e credibilidade abalada

O mais grave foi a informação avançada pelo próprio Primeiro-ministro, no calor do debate sobre o Estado da Nação, onde afirmou que o PAICV encomendou uma sondagem em Março deste ano junto da firma de Guilherme Flor (MGF), em que a líder da oposição estava mal cotada.

Janira Hopffer Almada, que não brinca em serviço, desmentiu de imediato e exigiu que a empresa em causa confirmasse a informação, tendo a MGF, ainda no decorrer da sessão da AN, desmentido o Primeiro-ministro.

«Respondendo à sua solicitação, informo-lhe que a minha empresa, seja através da marca MARKTEST que representamos, seja através da MGF Research, não tem efetuado qualquer estudo de opinião para o PAICV, desde Agosto 2016.Informamos ainda que não temos realizado qualquer estudo de opinião, por nossa iniciativa ou a pedido de clientes, que aborda questões específicas relativas ao PAICV e/ou à sua liderança», lê-se na nota assinada pelo GEO - Administrador Guilherme Flor, que foi distribuído aos deputados e à imprensa.

A líder do maior partido da Oposição também desmentiu que a UE tenha aprovado o acordo para a inclusão de mais três pilares na Parceria Especial com Cabo Verde. Admitiu através do deputado Nuías Silva que há apenas a manifestação de intenção nesse sentido, cujo acordo final tem de ser aprovado pela Comissão e Parlamento Europeus.

Mas a febre de desmentidos não ficou por aí. A presidente do PAICV desmentiu também o ministro da Presidência do Conselho de Ministro, Fernando Elísio Freire, que teria afirmado que o Governo não recebeu qualquer pedido da oposição que solicitava informações sobre a privatização da TACV, incluindo o acordo com a Binter-cv. A formação tambarina provou ter feito o pedido, com duas cartas também distribuídas à imprensa – uma para o Ministro das Finanças e outra para o Ministro da Economia.

No tocante ao desmentido da sondagem, mesmo assim o Primeiro-Ministro voltou à carga, admitindo que a sondagem existe – houve também deputados do MpD que fizeram coro nesse sentido. O Ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu, por seu turno, que assinou um acordo para a inclusão de mais três pilares na Parceria Especial, que vai seguir os seus trâmites normais.

Seja como for, o Governo não saiu nada bem desses casos, já que todos os desmentidos foram feitos com base em provas documentais e distribuídos aos deputados e à imprensa. Para analistas atentos, o Governo, a começar pelo Primeiro-ministro, cuja imagem está desgastada com as promessas da campanha eleitoral que não vêm cumpridas, saiu da última sessão da Assembleia Nacional com a credibilidade um pouco abalada com os desmentidos referidos.

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