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Governo diz que cerca de 40% dos efetivos da PN aderiram à greve, líder do SINAPOL desmente a informação 28 Dezembro 2017

A greve na Polícia Nacional (PN) prossegue no seu segundo dia em todo o país, com a guerra dos números pelo meio. O Governo da República, através de uma nota remetida ao Asemanaonline, estimou em cerca de 40% a adesão dos agentes da PN ao primeiro de três dias de greve. Já o Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol) apontou para uma adesão de mais de 90%, refutando assim os números avançados recentemente pelo Ministério da Administração Interna.

Governo diz que cerca de 40% dos efetivos da PN aderiram à greve, líder do SINAPOL   desmente a informação

Em comuncado divulgado, a Direcção Nacional da PN informa que até ao final da tarde de quarta-feira,27, dos 609 efectivos escalados nos diferentes serviços operacionais e nos serviços burocráticos, 59,28% compareceram no serviço.Garantiu que todas as unidades policiais do país funcionam com o regime de turnos de serviço de 6, 8, 12 e até de 24 horas.

Detendo-se à presença dos efectivos da PN na marcha pelas ruas, o Gabinete de Comunicação e imagem do Governo que cita PN fez questão de realçar que há que levar em consideração que « muitos encontravam-se de folga e de férias» no momento da greve.

“A Direcção Nacional da PN informa ainda à população em geral, que apesar da greve, a situação é de normalidade, não estando em causa a segurança dos cidadãos”, refer o documento, garantindo que a PN está a trabalhar no sentido de «continuar a garantir a segurança e a tranquilidade de todos».

SINAPOL refuta os dados do MAI

Entretanto, leitura bem diferente tem o Sinapol relativamente aos dados avançados pelo governo.O presidente José Barbosa refuta as informações referidas, realçando que a participação massiva dos agentes e oficiais da PN na manifestação de quarta-feira pelas ruas da Capital falam por si. Estes cumprem, em todo o país, o segundo dia da paralisação nacional dos serviços da Policia Nacional - a greve termina amanhã,29.

O sindicalista acusa o Governo de não ter cumprido o memorando de entendimento assinado em Março, no qual se comprometia a atender às reivindicações dos polícias. Estes exigiam a atualização salarial, redução da carga horária, introdução de um regulamento de trabalho e pagamento, com efeitos retroativos, de subsídio de condição policial aos agentes da Guarda Fiscal. O pacote inclui também o pagamento de 25% sobre o vencimento, como subsídio de condução, ao pessoal da PN que exerce, cumulativamente, as funções de condutor.

Mas o ministro da Administração Interna assegura que cumpriu tudo o acordado e pede “razoabilidade, bom senso e responsabilidade” ao sindicato num ano em que, segundo disse, foi feito um investimento de mais de 3,6 milhões de euros na Polícia Nacional e o país enfrenta dificuldades devido ao mau ano agrícola.

“Compreendemos a ansiedade, as expectativas, mas é preciso gerir porque este é o país que temos e temos famílias no campo desesperançadas e que precisam também do nosso apoio. O bolo tem que ser dividido equitativamente”, refere a Inforpess, citando Paulo Rocha.

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