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Governo esclarece: Empréstimo de 13,5 ME é para indemnizar trabalhadores da TACV 14 Outubro 2017

A novela sobre o caso TACV continua com o Governo que veio a público, hoje,13, para esclarecer que o empréstimo de 13,5 milhões de euros, que será contraído junto do Banco de Negócios Internacional Europa, será afinal para indemnizar os trabalhadores da companhia aérea nacional. O executivo de Ulisses Correia e Silva justifica que está assim a cumprir os compromissos assumidos com os trabalhadores desde o início do processo da reestruturação da TACV, que culminará com a sua privatização.

Governo esclarece: Empréstimo de 13,5 ME é para indemnizar trabalhadores da TACV

Em comunicado de imprensa chegada à redacção do Asemanaonline, o Palácio da Varzea esclarece ainda que, paralelamente, seguem as negociações com o Banco Mundial para a disponibilização dos fundos para este processo que deverão estar disponíveis no primeiro trimestre de 2018, permitindo ao Governo liquidar este financiamento junto do BNI Europa.

Estes esclarecimentos surgem um dia após ter anunciado, no Boletim Oficial, que autorizou, através de um aval do Estado, a TACV a contrair um empréstimo de 13,5 milhões de euros para fazer face à "situação económico-financeira desfavorável" que a empresa atravessa.

Recorde-se que, em julho último, o executivo autorizou a companhia a contrair um outro empréstimo bancário de 1,7 milhões de euros junto do Banco Privado Internacional (BPI).

A reestruturação da TACV - com fim das operações domésticas e intenção de privatizar o negócio internacional - levou os trabalhadores da empresa a realizarem uma manifestação na cidade da Praia para exigir informação quanto a despedimentos e indemnizações a que têm direito.

Parcerias e reestruturação

Na reestruturação com vista à sua privatização, o Governo assinou com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão da empresa pelo período de um ano. Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a empresa assegura agora apenas as ligações internacionais depois de o Governo ter negociado com a Binter Cabo Verde o exclusivo das ligações no mercado doméstico, empresa na qual entrou com 49% do capital.

A TACV tem ligações aéreas regulares para a Europa, Brasil e Estados Unidos, mas durante o verão a empresa foi forçada a cancelar a quase totalidade dos voos devido a uma avaria no seu único avião, tendo que recorrer a outras companhias para reencaminhar os passageiros. Então aconteceu muitos protestos dos passageiros em todo o pais e junto da comunidade cabo-verdiana radicada nos EUA e Europa.

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