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Críticas ao contrato com Icelandair Group: Governo esclarece o dinheiro a ser desembolsado e o plano de reestruturação da TACV 16 Agosto 2017

Continua a dar que falar o contrato celebrado com o Icelandair Group para a gestão da TACV, em que o Estado vai ter que desembolsar pelo menos 925 mil euros anual. A pensar nessas críticas, o Governo de Cabo Verde esclarece que o contrato de gestão com o Grupo Icelandiar, da Islândia, para preparar a companhia da Bandeira até à sua privatização é válido por um período de um (1) ano e envolve 100 mil dólares, montante devido a assinatura do contrato e 75 mil dólares referentes à remuneração mensal.

 Críticas ao contrato com Icelandair Group: Governo esclarece o  dinheiro a ser desembolsado e o plano de reestruturação da TACV

Fechado que está contrato desde o dia 10, o Icelandair Group acaba de assumir a gestão da companhia nacional da Bandeira esta semana. Por ora, sabe-se apenas que o Grupo contratado não vai entrar com nenhum tostão na TACV-Internacional. Já o Estado de Cabo Verde vai ter que desembolsar, segundo informou na semana passada o ministro da Economia e emprego, pelo menos 925 mil euros no período de um ano que vigora o contrato aberto a renovação - 100 000 euros no primeiro mês e 75 000 euros para cada um dos 11 meses restantes.

Em comunicado de imprensa agora emetido, o Governo da República esclarece ainda que, “estes valores e outros créditos concedidos à TACV não implicam, de imediato, qualquer desembolso nem da parte do Governo de Cabo Verde, nem da parte da TACV”.

Os recentes valores acima mencionados - 100 mil dólares, montante devido a assinatura do contrato e 75 mil dólares referentes à remuneração mensal - cobrirão os custos relacionados com os recursos humanos e técnicos que a IcelandAir Group afectará a esta operação.

Para o executivo de Ulisses Correia e Silva, o período de reestruturação da TACV, a ser concluído até 31 de dezembro de 2018, proceder-se-á com avaliação da execução do contrato de gestão e do plano de negócios a ele associado e serão definidas a forma e as condições de pagamento do crédito concedido.

Década 90 e queixa no MP

Tendo em conta o controverso programa das privatizações da década de 90 - com destaque para o alegado desvio dos dois milhões de dólares da Enacol - várias entidades politicas e da sociedade dizem estar preocupadas com as suspeições recentemente anunciadas sobre a alega falta da transferência no processo.

Mas as criticas têm surgido sobretudo da parte do maior partido da Oposição - PAICV. É que tanto a líder Janira Hopffer Almada como o Secretário-geral Julião Varela vêm alertando ( ver as últimas edições do Asemaonline) para o incumprimento das leis e falta da transparência na nova vaga da privatização de 23 empresas públicas anunciada recentemente pelo Governo - há suspeições fortes
de favorecimento a operadores ou grupos económicos próximos do MpD no negócio entre Binter-CV e o Governo de Cabo Verde.

Diante de tudo isto, tudo indica que esse dossier vai fazer correr muita tinta - o maior partido da oposição acaba de fazer uma denuncia formal nesse sentido junto do Ministério Público. Essa queixa surgiu depois de o MpD ter chumbado na Assembleia Nacional uma proposta do PAICV para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso BinterCV-TACV. Vamos esperar para ver os factos esclarecidos.

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