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Governo já mobilizou 86% dos 57 milhões de metros cúbicos de água previstos 16 Novembro 2015

A ministra do Desenvolvimento Rural garante que a meta dos 57 milhões de metros cúbicos de água, que deveriam ser mobilizados para esta legislatura, já está cumprida em 86%. Eva Ortet destaca as barragens, furos, diques e galerias que atingiram o seu “recorde” este ano em termos de captação de água. A governante promete, até Dezembro, arrancar com projectos agrícolas, a começar pela barragem de Faveta (São Salvador do Mundo), que foi a primeira barragem a encher por completo.

Governo já mobilizou 86% dos 57 milhões de metros cúbicos de água previstos

Para a ministra do Desenvolvimento Rural, a mobilização de água continua a ser prioridade para o Governo, que tem apostado na construção de infraestruturas hidráulicas, em especial barragens que permitiram uma mudança do regime de produção de sequeiro para regadio, garantindo um rendimento muito superior.

“No ano passado não choveu, mas a agricultura do regadio garantiu alguma produção. O mercado esteve abastecido, os preços não dispararam como se podia prever". O pior não aconteceu, "porque havia reservas no subsolo, através dos diques e poços, permitindo que a cultura do regadio se fizesse de maneira tranquila”, vai dizendo Eva Ortet.

Porém, este ano foi “excepcional”, diz a governante. Tanto porque a maioria das barragens estão cheias, como porque a regularidade das chuvas de Setembro e Outubro permitiu recarregar o subsolo através das fontes de água. E para o futuro, “já decidimos que nas novas barragens que vão receber os projectos agrícolas”, “impreterivelmente, as parcelas devem ser regadas” “através do sistema gota-a-gota”. Com esta medida a implementar, mesmo que se passem “dois anos sem chover, a agricultura pode continuar normalmente”, projecta.

Dos 57 milhões de metros cúbicos de água previstos, já foram mobilizados 86 por cento. Os restantes 14% serão atingidos logo que estejam concluídas as perfurações. A ministra acredita que a totalidade da meta será atingida ainda nesta legislatura. Entretanto, afirma, ”não se pode menosprezar o impacto das barragens” na “vida das pessoas". Além disso, Eva Ortet destaca que o Governo já ultrapassou a meta que era de três mil hectares de áreas irrigadas previstas no seu plano que termina em 2016. “Neste momento, estamos em 3.700 hectares, a nível nacional”.

Projecto agrícola
A barragem de Poilão dispõe de um projecto agrícola instalado. As de Faveta (São Salvador do Mundo), Saquinho (Santa Catarina) e outras deveriam receber projectos similares em 2013. “Só não foi possível porque tivemos algumas dificuldades com a linha de crédito portuguesa que, além das barragens, também financiou todo o projecto agrícola”, explica.
Neste momento, informa a ministra, o processo está sob a alçada do Ministério das Finanças e Planeamento, mas garante estar “a bater em outras portas à procura de parceiros, nomeadamente o BAD”. Não sendo possível esse apoio, avança, vai ser o Governo a financiá-lo através do Tesouro, e deverá arrancar entre Novembro e Dezembro.
“Vamos começar esse projecto agrícola com a barragem de Faveta. O concurso para a adjudicação das obras está de pé desde 2013. Assim que resolvermos o problema com o crédito, avançaremos com as obras”, diz. A governante realça que foi preciso um investimento de milhão de contos para as seis barragens, incluindo a formação dada aos agricultores.

Fruticultura em alta
2015 fica como um ano de recordes para a cultura do milho e feijão comparativamente com anos anteriores, inclusive nas zonas áridas. O Ministério está a trabalhar num projecto, em conjunto com a FAO - previsto para arrancar no início do próximo ano - que vai também dinamizar a fruticultura ao introduzir novas espécies de frutas.
Segundo Eva Ortet, em Santiago já foram introduzidas nozes macadámia, pitaias, frutas vermelhas – framboesas, morangos - e ananases, além de algumas variedades de banana, financiadas pela União Europeia. "A ideia passa por uma aposta também na plantação de coqueiros para repor esse fruto, que está em declínio em Santiago e Santo Antão”. Voltar a embelezar as ilhas do Sal e da Boa Vista com a plantação de palmeiras também está na agenda. Ademais, o "Ministério esgotou as plantas nos viveiros” que foram “dadas às famílias", frisa.
De referir que as ilhas turísticas estão já a ser abastecidas com produtos frescos e de boa qualidade. Entretanto, Eva Ortet garante que o MDR vai ajudar os agricultores na produção escalonada. Tudo para que se promova bons preços por forma a incentivar a produção agrícola.

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