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Grupo dos 13 membros da CPR confirma: “Pedimos demissão por amor ao PAICV» 05 Julho 2017

Os 13 dos 18 membros da Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPR-SS) do PAICV convocaram a imprensa, nesta terça-feira,04, para confirmarem a sua demissão e rebaterem aquilo que consideram ser “as graves e levianas acusações feitas pelo presidente da CPR Nelson Centeio a dirigentes e à liderança nacional do partido”.

Grupo dos 13 membros da CPR confirma: “Pedimos demissão por amor ao PAICV»

Para Manuel Brito, porta-voz da Conferência, “desde que foi eleita, no passado dia 12 de Fevereiro de 2017, a CPR-SS tem funcionado com sérias dificuldades devido à forma de liderança e de atuação de Nelson Centeio”. Justifica que a postura assumida por Nelson terá levado a que “em menos de um mês, o ex-presidente da CPR-SS se incompatibilizasse, não só, com os Membros Eleitos e Suplentes da sua própria lista, caso do seu Vice-Presidente, Florêncio Varela, mas também, com o atual Secretário-Geral do Partido, Julião Varela”.

Brito fez questão de enumerar um conjunto de irregularidades promovidas por Centeio, desde a “violação dos Estatutos, desrespeito pelos Órgãos Nacionais e Membros da Comissão Política, não reconhecimento de alguns Primeiros-Secretários de Sector, democraticamente, eleitos”, citando os casos da Praia Norte e Sul, “a ponto do mesmo deixar de convocá-los para a reunião do Órgão”.

Por estas e outras razões, Brito confirmou que o pedido de demissão colectiva por parte do grupo dos 13 membros da CPR foi “por amor ao PAICV, seus militantes, amigos e simpatizantes. Tudo por um PAICV melhor organizado em Santiago Sul e em salvaguarda aos interesses do Partido”.

Sobre as supostas interferências da Direção Nacional e da Presidente do Partido, Janira Hopffer Almada, no processo, o porta-voz dos demissionários descarta, categoricamente, tal acusação, esclarecendo que “nós agimos pelas nossas próprias cabeças e, com autonomia de pensamento, decidimos pelo bem do PAICV”.

“Aliás, os números falam por si: dos 18 membros, 13 pediram demissão por não compactuarem com a postura do Centeio que, constantemente, violava os Estatutos do Partido e alimentava celeumas desnecessárias, nomeadamente à volta dos mecanismos de substituição”, conclui o porta-voz do grupo dos 13 membros da CPR de Santiago Sul demissionários.

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