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Guerra comercial: China anuncia novas tarifas para carne e fruta dos EUA 02 Abril 2018

Está instalada a guerra comercial entre as duas maiores potencias económicas, com consequências no abrandamento do ritmo de crescimento económico à escala mundial. É que a China acaba de anunciar o lançamento de novas tarifas sobre carne, fruta e outros produtos dos Estados Unidos, em retaliação contra taxas aprovadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na importação de aço e alumínio.

Guerra comercial: China anuncia novas tarifas para carne e fruta dos EUA

O Ministério das Finanças chinês anunciou, em comunicado, que as novas tarifas entram em vigor na segunda-feira,02.

Este anúncio surge após advertências das autoridades chinesas há mais de uma semana, no âmbito de uma crescente disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo NM que cita informações da Reuters, a Comissão de Tarifas Aduaneiras da China está a aumentar em 25% os valores das tarifas para produtos como derivados de porco ou sucata de alumínio. Está também a impor uma nova tarifa de 15% em mais de 100 outros produtos importados dos Estados Unidos, das amêndoas e maçãs aos frutos vermelhos.

A Agência de Notícias Associated Press pediu um comentário à Presidência norte-americana, mas não obteve resposta.

Conforme a mesma fonte, o aumento das tarifas é a resposta aos aumentos de 25% para o aço e 15% para o alumínio importados, impostos por Donald Trump, que já anunciou a decisão de impor tarifas no valor de 50 mil milhões de dólares às importações chinesas. Uma boa parte para, justifica, punir Pequim por suposto roubo de tecnologia americana.

A resposta chinesa pode acabar por prejudicar os agricultores e fazendeiros norte-americanos, muitos deles eleitores de Trump em 2016, que no ano passado venderam à China 20 mil milhões de dólares em mercadorias.

No fim do mês passado a consultora Wood Mackenzie considerou que uma escalada na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China poderá abrandar o crescimento económico mundial de 2,9 a 2,2 %, nos próximos quatro anos.

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