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Guiné-Bissau: Festa do «Tabaski» provoca polémica entre Governo e líderes Islâmicos 08 Setembro 2017

O ministro do Interior da Guiné-Bissau, Botche Candé, criticou, esta quarta-feira, o facto de a comunidade muçulmana ter celebrado em dias diferentes a festa do Tabaski e prometeu medidas governamentais.

Guiné-Bissau: Festa do «Tabaski» provoca polémica entre Governo e líderes Islâmicos

Em resposta, Infali Coté, um conhecido imame de Bissau, pediu aos políticos que se afastem dos assuntos da religião islâmica.

Segundo Coté, a grande maioria dos muçulmanos do mundo rezou, na sexta-feira, como aconteceu na Guiné-Bissau, embora alguns só tenham celebrado o Tabaski no sábado.

O Tabaski, ou Festa do Sacrifício, é uma reunião de família durante a qual cada chefe de família sacrifica um carneiro e divide a carne entre os seus e vizinhos.

A festa, feita depois de se ter realizado a peregrinação a Meca, pretende relembrar quando Abraão sacrificou o seu filho a pedido de Deus, que acabou por impedi-lo.

O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, bem como várias autoridades do país que professam a religião islâmica, celebraram a festa, que é marcada com uma reza em grupo num lugar público, na sexta-feira, em Bissau.

Outros muçulmanos, entre os quais o ministro do Interior, Botche Candé, só o fizeram no sábado nas localidades do interior do país - a argumentação daqueles que rezaram no sábado foi de que se fosse na sexta-feira o Presidente da República poderia sair do poder.

Infali Coté disse ser «um mito», sublinhando que no passado várias vezes a reza foi feita à sexta-feira e os presidentes da altura não saíram do poder, citando casos de João Bernardo ‘Nino" Vieira’, Kumba Ialá, Henrique Rosa, Malam Bacai Sanhá e Serifo Nhamadjo.

Na Guiné-Bissau há a superstição de que quando o Tabaski é celebrado à sexta-feira o presidente em funções é afastado do poder. Fonte: Lusa

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