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Guiné-Bissau: Inconformados dizem que suspensão da RTP, RDP e Lusa constitui «consolidação da ditadura» 01 Julho 2017

O ativista guineense Sana Canté, líder do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados, considerou hoje (30) que a suspensão das atividades da RTP, RDP e da Agência Lusa em Bissau, constitui a “consolidação da ditadura” naquele país.

Guiné-Bissau: Inconformados dizem que suspensão da RTP, RDP e Lusa constitui «consolidação da ditadura»

«Nós ouvimos com muita consternação esta decisão do Governo, o que condenamos com toda a veemência. Para nós, constitui uma consolidação da ditadura na Guiné-Bissau, este ato passa por silenciar a voz do povo e esconder a verdade para o mundo», disse o ativista, em declarações à agência Lusa.

O ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou hoje a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social, assinado entre Lisboa e Bissau.

Para Sana Canté, esta decisão não visa apenas´ a RTP, RDP e a Agência Lusa, sublinhando que este ato visa também ´calar´ e ´esconder a verdade´ ao povo guineense.

«Para nós, o Governo, o Presidente guineense, está a agir em nome próprio, não em nome do povo da Guiné-Bissau», acrescentou.

Em conferência de imprensa, o ministro guineense informou que a partir da meia-noite de hoje em Bissau (01:00 em Lisboa) ficam suspensas todas as atividades naquele país dos três órgãos portugueses, até que o Governo de Lisboa abra negociações para a assinatura de um novo acordo.

O governante adiantou que caberá aos responsáveis dos três órgãos de comunicação social portugueses a gestão concreta dos recursos no terreno, mas deixou claro que ´a decisão de suspensão das atividades é explícita´.

A suspensão das atividades, acrescentou o ministro, não tem qualquer relação com os conteúdos que os três órgãos difundem, mas salientou que Bissau considera que é necessário ´revisitar e renegociar´ as condições do acordo de cooperação, celebrado há 20 anos.

Desde a assinatura do acordo no domínio da comunicação social entre os governos de Bissau e Lisboa, ocorreram mudanças na sociedade e no panorama da própria comunicação social, explicou Vítor Pereira.

O governante explicou que, desde há 14 anos, Bissau tem tentado sentar-se à mesa das negociações com o Governo português, mas ´sem sucesso´.

O ministro guineense disse que não teve qualquer resposta da parte portuguesa à carta, pelo que manteve a decisão de suspender a atividade das empresas portuguesas, alegando que a parte guineense ´fez todos os esforços´ para evitar esta situação.

«Infelizmente todos os nossos esforços tiveram como resposta um preocupante e injustificável silêncio da parte portuguesa», referiu Vítor Pereira.

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

O atual governo não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso. Lusa.

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