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Guiné-Bissau: Partidos querem levar JOMAV ao TPI por alegado encobrimento de ligações do PM com terroristas 07 Novembro 2017

Guiné-Bissau: Partidos  querem levar JOMAV ao TPI por alegado encobrimento  de ligações do PM com terroristas

O colectivo de Partidos Políticos Democráticos que congrega 17 formações com e sem assento parlamentar, nomeadamente o PAIGC, organizou, no último fim-de-semana, um comício em Bissau, em que anunciou que pretende apresentar uma acção judicial contra o Presidente da República junto do Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegado encobrimento das supostas ligações do actual Primeiro-ministro da Guiné com terroristas.

Segundo a RFI, ao referir que o colectivo tem em mãos provas suficientes para lançar esta acção judicial, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, declarou que antes de nomear o actual Primeiro-Ministro, o Presidente José Mário Vaz tinha sido informado “por elementos da secreta internacional" das alegadas ligações entre o actual chefe do Governo Umaro Sissoco e terroristas, pelo que "o Presidente será responsabilizado por todas as consequências deste acto”.

Referindo-se à ideia de que o colectivo quer realizar marchas nos dias 16 e 17 de Novembro no intuito de exigir que sejam cumpridos os acordos de Conacri, o líder do PAIGC preveniu o Presidente da República sobre uma eventual veleidade de decretar o Estado de Emergência de que “não depende apenas da sua vontade a decisão de enviar os militares às ruas para baterem nas pessoas que estão a manifestar-se."

No mesmo sentido, também presente no comício, o presidente da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, Nuno Nabiam, declarou que as marchas vão decorrer até que o Presidente José Mário Vaz aplique as exigências do colectivo.

Assalto ao parlamento

Mas as precupaçoes não ficam por aí. Em comunicado, o presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá disse, hoje(06), que no passado dia 1 de Novembro, "as instalações da Assembleia Nacional Popular foram alvo de uma tentativa de assalto, travado pelo corpo de segurança afecto a esta instituição, tendo sido causados danos materiais no edifício".

De acordo com Cipriano Cassamá, o sucedido, que foi apresentado como uma "ameaça de invasão à Assembleia Nacional Popular", veio de apoiantes do Presidente da República, do PRS e do grupo dos 15 deputados dissidentes.

Atendendo a gravidade desse acto, o presidente da ANP diz lamentar a postura da comunidade internacional, que permanece em "silêncio" perante a crise política da Guiné-Bissau.

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