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Guiné-Bissau: Repórteres Sem Fronteiras condena suspensão da RTP e RDP 05 Julho 2017

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou esta terça-feira a suspensão das atividades da RTP e da RDP na Guiné-Bissau, considerando que é «uma grave violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à informação».

Guiné-Bissau: Repórteres Sem Fronteiras condena suspensão da RTP e RDP

Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização considerou que «não é normal que os jornalistas paguem o preço de conflitos políticos».

«Ao encerrar estes meios de comunicação social para pressionar Portugal, a Guiné-Bissau fica privada de vozes essenciais que contribuem para a pluralidade de opiniões em tempo de crise», referiu a organização de defesa da liberdade de imprensa.

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país «não é uma questão política, mas apenas técnica».

Segundo a RSF, por detrás das razões oficiais invocadas pelas autoridades guineenses, «parece que o Presidente guineense, José Mário Vaz, e o seu Governo querem fazer calar os media alinhados com o Governo de Lisboa, que também estará a tomar partido na crise política que afeta» a Guiné-Bissau há mais de um ano.

A organização recordou que no dia do anúncio da suspensão, o Governo português referiu num comunicado oficial que «não exerce qualquer controlo editorial sobre a RTP, RDP e Lusa», sublinhando que estes meios de comunicação social «têm a mesma independência e imparcialidade em Bissau como têm em todos os países em que estão presentes». Fonte: Lusa

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