LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Guiné-Equatorial: Domingo 12 de todas as eleições, 16 partidos desafiam PDGE no poder há 30 anos 10 Novembro 2017

16 partidos da oposição, num universo de 300 mil eleitores, concorrem contra o Partido Democrático da Guiné-Equatorial (PDGE) – desde 1987 no poder, com 99 por cento dos assentos parlamentares. Destas eleições legislativas, senatoriais e municipais, que têm lugar no próximo domingo, 12, está excluído, de novo, o movimento CI – Cidadãos para a Inovação, cujo líder foi condenado por injúrias ao presidente Obiang e deve pagar avultada indemnização ao partido no poder.

Guiné-Equatorial: Domingo 12 de todas as eleições, 16 partidos desafiam PDGE no poder há 30 anos

“O PDGE é o partido com maior implantação no país, devido à sua força, dinamismo e capacidade de gerir a coisa pública”, declarou à AFP o porta-voz do partido, Martin Ela Ondo, membro do comité central do PDGE. O partido, há 30 anos invicto, ocupa 99 por cento do parlamento desde o multipartidarismo iniciado em 1991.

A esperança da oposição, com 16 partidos a concorrer — com destaque para a União de Centro-Direita (UCD), que reúne uma coligação de formações entre as quais a Convergência para a Democracia Social (CPDS) —, é de obter alguns dos 100 lugares de deputados e dos 75 cargos de senadores, bem como, participar no governo local das duas principais cidades: Malabo, a capital política, e Bata, a capital económica.

Promessas

O PDGE destaca que, se vencer as eleições, o partido tornará gratuita a escolaridade obrigatória. A Guiné-Equatorial, membro da CPLP e da CEDEAO e potência petrolífera, está nos piores lugares do IDH.

A UCD, presidida por Avelino Mocache Mehenga, promete mudar todas as leis e fazer aprovar uma nova Constituição, caso vença o desafio de chegar ao parlamento.

A CPDS, que em 2013 obteve um lugar de deputado contra os 99 do PDGE, promete que se vencer “será o povo a tomar o seu destino nas mãos, para acabar com a miséria, o desemprego, as doenças, a pobreza, as injustiças do regime no poder”, segundo o seu secretário-geral Andres Esono Ondo.

Internet censurada, Facebook fechado desde 27/10

Os partidos da oposição têm procurado os ‘media’ internacionais para relatar que têm sido impedidos de veicular as suas mensagens quer nos ‘media’ tradicionais – rádio, TV e imprensa nacionais – quer nos ‘social-media’. Os sites da oposição, refere a AFP, foram em 2013 desativados.

O movimento CI, formação impedida de concorrer mas que afirma ter a máquina eleitoral em marcha, relatou à AFP que os seus militantes e simpatizantes têm sido impedidos de fazer campanha. Forças da polícia teriam, no domingo, 5, intercetado a caravana eleitoral que se dirigia ao local do comício na cidade de Aconibe (na parte continental do país).

O partido de Gabriel Nse Obiang Obono, que viveu 13 anos em Espanha antes de voltar ao país em 2016, voltou a ser excluído da corrida eleitoral, tal como já tinha acontecido na eleição presidencial do ano passado, com base na lei que obriga o líder a ter residência no país.

Fontes: Angop, AFP. Foto Google: Na capital, Malabo, o aeroporto com letreiro na principal língua oficial, o espanhol. Situam-se na ilha de Bioko, antiga Ilha de Fernando Pó — do nome do navegador português que a ’descobriu’ em 1472.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau