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Histórico: Dom Arlindo Furtado nomeado primeiro Cardeal de Cabo Verde 05 Janeiro 2015

O Bispo de Santiago Dom Arlindo Furtado foi este Domingo, 4, nomeado pelo Papa Francisco o primeiro Cardeal de Cabo Verde. Dom Arlindo deverá assumir o cargo no próximo dia 14 de Fevereiro, numa cerimónia que vai acontecer no Vaticano e será presidido pelo Bispo de Roma. O facto da Diocese de Santiago ser uma das primeiras fundadas em África deve ter pesado na decisão do Papa em dar a Cabo Verde o seu primeiro cardeal.

Histórico: Dom Arlindo Furtado nomeado primeiro Cardeal de Cabo Verde

Dom Arlindo Furtado será cardeal eleitor, ou seja, será a voz dos católicos cabo-verdianos que assim passam a ter direito de voto nas decisões mais importantes na vida da Igreja católica -inclusive a de eleger o Papa. O Bispo de Santiago integra um grupo de 20 novos cardeais nomeados pelo Papa durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro. Todos entram para um grupo de elite na hierarquia da Igreja Católica. Desses, 15, incluindo Dom Arlindo Furtado, têm menos de 80 anos e vão integrar o conclave que escolherá o sucessor de Francisco.

O Bispo Dom Arlindo Gomes Furtado, quarto filho do casal Ernesto Robalo e Maria Furtado, nasceu a 4 de Outubro de 1949, em Figueira das Naus, Santa Catarina, ilha de Santiago. Foi baptizado na Paróquia de Santa Catarina em Agosto de 1951.

Entrou no Seminário Menor de São José (Praia) no dia 1 de Outubro de 1963, onde fez os estudos liceais. No dia 11 de Setembro de 1971 partiu para Coimbra, Portugal, a fim de continuar os estudos no Seminário Maior daquela cidade. Terminado o curso de Teologia, no Instituto Superior de Estudos Teológicos, regressa a Cabo Verde em 1976.

Foi ordenado Diácono pelo Senhor Bispo Dom Paulino Livramento Évora no dia 9 de Maio do mesmo ano, no Seminário de São José. Ficou a trabalhar na Paróquia de Nossa Senhora da Graça. No mesmo ano, dia 18 de Julho de 1976 foi ordenado padre. Depois da ordenação, foi nomeado Vigário Paroquial de Nossa Senhora da Graça.

De 1978 a 1986 exerceu a função de Reitor do Seminário Menor de São José. Em Agosto de 1986 partiu para Roma. Licenciou-se em Ciências Bíblicas pelo Instituto Bíblico de Roma. Regressou a Cabo Verde em 1990, reside no Seminário de São José.

Durante um ano apoiou as zonas de Lém-Cachorro e Achada São Filipe. Nesse mesmo ano leccionou Inglês no Liceu Domingos Ramos. De 1991 a 1995 leccionou Grego Bíblico, Hebraico, História e Geografia do Povo Bíblico e mais algumas cadeiras do Antigo Testamento, no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra. Durante a sua estada em Portugal foi administrador paroquial de duas comunidades: Amel e Vila Pouca.

Colaborou na equipa tradutora da “Nova Bíblia dos Capuchinhos”, traduzindo os livros de Provérbios, Eclesiástes, Ben Sirá, e fez as respectivas introduções. Em 1995 regressou a Cabo Verde para assumir a Paróquia de Nossa Senhora da Graça. Foi membro do Conselho Nacional de Educação, Professor na Escola de Formação de Polícia. Até 2004 foi Vigário Geral da Diocese de Cabo Verde.

A 9 de Dezembro o Santo Padre, o Papa João Paulo II, cria a Diocese de Mindelo e nomeia como o seu primeiro Bispo o Padre Arlindo Gomes Furtado. Em 22 de Fevereiro de 2004, foi ordenado Bispo por Dom Paulino Livramento Évora, na zona de Quebra Canela, na Praia, estando também presentes bispos da Guiné Bissau, Portugal, Senegal e outros membros da Conferência episcopal regional.

No dia 15 de Agosto de 2009 D. Arlindo toma posse como bispo de Santiago, durante as celebrações da festa da Padroeira da cidade da Praia, Nossa Senhora da Graça, estando presente Monsenhor Luís Mariano Montemayor, argentino, Núncio Apostólico no Senegal e em Cabo Verde e delegado apostólico na Mauritânia.

D. Arlindo Furtado, que é o 34º Bispo de Cabo Verde e o segundo de nacionalidade cabo-verdiana, além de coordenar a pastoral da Diocese de Mindelo enquanto Administrador Apostólico, faz questão de responder a várias solicitações das comunidades da diáspora, numa intensa actividade pastoral de quem advoga uma pastoral de proximidade que faz eco ao seu lema episcopal: “Jesus, O Bom Pastor”.

Refira-se que, os 15 cardeais eleitores são originários de 14 países – apenas um deles é do Vaticano. Pela primeira vez foram nomeados cardeais de Cabo Verde, Birmânia e Tonga, representando o desejo do Papa de ter um Colégio Cardinalício com representantes da “natureza universal” da Igreja. “O Papa não se sente preso à tradição”, segundo a qual as maiores cidades mundiais devem ter cardeais nomeados”, afirmou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Actualmente existem 110 cardeais eleitores, dos quais pelo menos metade são da Europa (52), seguindo-se a América (33, sendo 17 do Norte e 16 latino-americanos), África (13), Ásia (11) e Oceânia (1).

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