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Holanda: ministra da Defesa demite-se por causa da morte de ‘capacetes azuis’ no Mali 05 Outubro 2017

A ministra holandesa da Defesa apresentou esta terça-feira, 03, a demissão depois dum relatório apontar “graves falhas” que levaram à morte de dois soldados da missão das Nações Unidas no Mali em 2016.

Holanda: ministra da Defesa demite-se por causa da morte de ‘capacetes azuis’ no Mali

“A responsabilidade política é minha e assumo-a, demitindo-me”, declarou Jeanine Hennis-Plasschaerte no final de um debate, de mais de quatro horas, no parlamento em Haia. De acordo com o protocolo, a ministra demissionária entregou o pedido ao monarca, o Rei Wilhelm.

Os dois soldados holandeses tiveram morte imediata após a explosão acidental dum morteiro, no decurso de um exercício em julho de 2016, em Kidal, noroeste do Mali. Um terceiro ficou gravemente ferido.

O relatório do gabinete neerlandês de investigação de segurança, OVV, indica que ocorreram “graves falhas”, uma delas a utilização de obuses velhos, comprados em 2006. O explosivo que causou o incidente fatal apresentava "defeitos de fabrico”, com zonas permeáveis que deixavam passar a humidade". Esta, conjugada com o calor, fez com que “as substâncias explosivas ficassem muito instáveis e expostas em caso de choque", como tragicamente veio a acontecer.


Frustrada ascensão no governo de Rutte

A expectativa era que a ministra da Defesa seria reconduzida como um elemento central da equipa do primeiro-ministro, Mark Rutte, que vai ser remodelada nos próximos dias.

A sua grande experiência, todavia, não pôde impedir “os riscos de segurança decorrentes de ações e omissões humanas que formaram o contexto destes trágicos acontecimentos”, o que “é inaceitável”, reconheceu Hennis.

A ministra demissionária informou ainda que o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Timmermans (na foto) "decidiu por sua própria iniciativa demitir-se" em relação com o caso.

Minusma, 80 soldados mortos

O Reino dos Países-Baixos participa desde abril de 2014 na Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), que Haia decidiu há um mês prolongar até ao fim de 2018.

A Minusma foi lançada em julho de 2013, no âmbito da intervenção militar internacional contra grupos djihadistea decidida em janeiro desse ano, por iniciativa do governo francês.

Com um total de oitenta soldados mortos, a Minusma é a mais mortífera das “missões pacificadoras” da ONU em curso.

Fontes: AFP, Le Figaro. Foto: A ministra e o CEMFA holandeses recebidos pelo presidente maliano Boubacar Keita, em novembro de 2013.

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