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Hospital Regional do Fogo está sem serviço cirúrgico 07 Agosto 2016

O Hospital Regional do Fogo “São Francisco de Assis” está sem serviço de cirurgia. O único médico-cirurgião da unidade, Evandro Pires Monteiro, está de férias e não há outro especialista para atender os utentes. O director do hospital, Luís Sanches, afirma que desde há alguns anos só têm um único cirurgião para atender toda a região Fogo-Brava. Por isso, pede celeridade ao Ministério da Saúde para resolver este problema, que diz ser uma das reivindicações antigas dos foguenses.

Hospital Regional do Fogo está sem serviço cirúrgico

"É de particular relevo ter mais do que um médico-cirurgião a trabalhar na região. Mas tem sido também um problema a nível nacional encontrar no mercado especialistas nesta área”, reconhece Luís Sanches. Segundo ele, o cirurgião Evandro já está acostumado a ter de interromper as suas férias para responder às necessidades do hospital, principalmente quando há urgências.

“Mas desta vez pediu férias e vai ausentar-se do país. Sendo assim, em caso de urgência os doentes que necessitam de cirurgias terão de ser evacuados para o Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia”, explica Sanches.

Além de um novo cirurgião, o responsável afirma que faltam anestesistas e materiais hospitalares para assegurar o serviço do bloco cirúrgico sem dificuldades. “Estamos sem o equipamento para esterilização. Já foi adquirido um novo, mas ainda não chegou. Por causa desses problemas e da falta de materiais necessários, o bloco cirúrgico funciona, neste momento, apenas em casos de emergências da maternidade”, frisa o director, que desafia o Ministério da Saúde a tomar uma posição para ajudar a resolver os problemas existentes naquele hospital regional.

Mas o hospital padece ainda de outros constrangimentos. Um deles tem que ver com a suspensão do fornecimento de água potável, porque a empresa Água Brava está a substituir a tubulação na zona de Achada São Filipe, perto do Hospital Regional.

Para tentar driblar esse problema de consequência grave para o doente internado – sem água para beber e tomar banho –, a direcção do HRF vem recorrendo a autotanques, mas diz que nem sempre esse serviço satisfaz as necessidades desse estabelecimento de saúde. Como alerta um são-filipense, oxalá que não venham a acontecer casos graves – como mortes por desidratação ou algo aparecido – em que o Hospital, a Água Brava e o próprio Estado de Cabo Verde podem ter de responder perante as instâncias judiciais do país.

Nicolau Centeio

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